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PF mira fraudes em contratos de transporte escolar em Duque de Caxias

Investigação, que teve origem em provas obtidas na Operação Anáfora, apura contratos que somam mais de R$ 62 milhões

Agência O Globo - 17/09/2026
PF mira fraudes em contratos de transporte escolar em Duque de Caxias
Foto: © Foto / Divulgação / Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira, a Operação Faixa Amarela para investigar um suposto esquema de fraudes em licitações de transporte escolar, desvio de recursos públicos, peculato e lavagem de dinheiro na gestão municipal de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Ao todo, agentes cumprem 12 mandados de busca e apreensão na capital e em Duque de Caxias.

Segundo a PF, a investigação começou a partir da análise do conteúdo de um aparelho celular apreendido durante a Operação Anáfora, que apura desvios de recursos da saúde e lavagem de dinheiro envolvendo o grupo político ligado ao ex-prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis (MDB).

De acordo com os investigadores, as fraudes teriam começado em 2020, e os contratos foram renovados sucessivamente, movimentando valores milionários. Apenas nos três primeiros anos, os contratos sob suspeita ultrapassaram R$ 62 milhões.

A Polícia Federal afirma que há indícios de atuação coordenada entre empresários, servidores públicos e terceiros para superfaturar licitações, desviar recursos e ocultar a origem ilícita do dinheiro por meio de operações de lavagem. Os fatos podem configurar os crimes de organização criminosa, fraude à licitação, peculato e lavagem de dinheiro.

Os agentes estiveram num condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio. A PF informou que nenhuma pessoa com foro privilegiado foi alvo da operação desta quinta-feira.

A Anáfora já teve duas fases. A primeira, em setembro de 2022, mirou Washington Reis — então candidato a vice-governador do Rio — e o empresário Mário Peixoto, apontado em investigações sobre corrupção no estado.

Já a segunda fase, deflagrada em junho deste ano, voltou a atingir endereços ligados à família Reis em Duque de Caxias, no Rio e em Niterói, na Região Metropolitana. Empresas ligadas ao grupo também foram alvo de mandados de busca e apreensão.

As investigações seguem em andamento.