RJ em Foco

Polícia estoura fábrica clandestina de linha chilena e prende cinco

A apuração teve início após a morte de um coronel que sofreu um acidente ao saltar de parapente em São Conrado, no dia 28 de agosto

Agência O Globo - 16/09/2026
Polícia estoura fábrica clandestina de linha chilena e prende cinco
Polícia estoura fábrica clandestina de linha chilena e prende cinco - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Cinco pessoas foram presas em flagrante em uma fábrica clandestina de linha chilena em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio, na terça-feira. Eles são suspeitos de produzir objetos e substâncias tóxicas, perigosas ou nocivas em desacordo com as leis. A ação foi realizada por policiais da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) e ocorre menos de um mês após a morte do coronel do Exército.

A apuração teve início após a morte do militar, ocorrida no dia 28 de agosto, em São Conrado. Os agentes avançaram com as diligências sobre a comercialização ilegal de linha chilena. Durante o trabalho investigativo, os policiais identificaram um local utilizado para a fabricação desse material, conhecido pelo alto poder de corte e que pode oferecer riscos graves quando utilizado de forma irregular.

Na terça-feira, os agentes foram até um imóvel em Jacarepaguá, onde funcionaria a estrutura clandestina. No local, foi encontrada grande quantidade de carretéis, linhas e outros materiais usados na fabricação da linha chilena. As cinco pessoas encontradas durante a ação foram conduzidas à DPMA e autuadas em flagrante.

Parada cardiorrespiratória

O coronel do Exército Álvaro Roberto Cruz Ferreira Lima morreu após cair de parapente no mar da Praia de São Conrado, na Zona Sul do Rio, no dia 28 de agosto. O militar foi retirado da água por equipes do Corpo de Bombeiros em parada cardiorrespiratória, recebeu os primeiros socorros na areia e foi levado em estado grave para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea.

O resgate foi realizado na altura da pista de pouso de asas-delta e parapentes, um dos pontos mais movimentados para a prática de voo livre na cidade.

O Clube São Conrado de Voo Livre, do qual ele era membro, afirmou que o acidente foi provocado por uma linha de pipa com cerol ou linha chilena que estaria na área de voo. Em nota, a entidade classificou o episódio como um "ato criminoso" e atribuiu a queda ao contato do parapente com a linha. Imagens gravadas por pessoas que estavam na praia mostram uma suposta linha estendida nas proximidades do local do acidente.