RJ em Foco
Polícia estoura fábrica clandestina de linha chilena e prende cinco
A apuração teve início após a morte de um coronel que sofreu um acidente ao saltar de parapente em São Conrado, no dia 28 de agosto
Cinco pessoas foram presas em flagrante em uma fábrica clandestina de linha chilena em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio, na terça-feira. Eles são suspeitos de produzir objetos e substâncias tóxicas, perigosas ou nocivas em desacordo com as leis. A ação foi realizada por policiais da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) e ocorre menos de um mês após a morte do coronel do Exército.
A apuração teve início após a morte do militar, ocorrida no dia 28 de agosto, em São Conrado. Os agentes avançaram com as diligências sobre a comercialização ilegal de linha chilena. Durante o trabalho investigativo, os policiais identificaram um local utilizado para a fabricação desse material, conhecido pelo alto poder de corte e que pode oferecer riscos graves quando utilizado de forma irregular.
Na terça-feira, os agentes foram até um imóvel em Jacarepaguá, onde funcionaria a estrutura clandestina. No local, foi encontrada grande quantidade de carretéis, linhas e outros materiais usados na fabricação da linha chilena. As cinco pessoas encontradas durante a ação foram conduzidas à DPMA e autuadas em flagrante.
Parada cardiorrespiratória
O coronel do Exército Álvaro Roberto Cruz Ferreira Lima morreu após cair de parapente no mar da Praia de São Conrado, na Zona Sul do Rio, no dia 28 de agosto. O militar foi retirado da água por equipes do Corpo de Bombeiros em parada cardiorrespiratória, recebeu os primeiros socorros na areia e foi levado em estado grave para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea.
O resgate foi realizado na altura da pista de pouso de asas-delta e parapentes, um dos pontos mais movimentados para a prática de voo livre na cidade.
O Clube São Conrado de Voo Livre, do qual ele era membro, afirmou que o acidente foi provocado por uma linha de pipa com cerol ou linha chilena que estaria na área de voo. Em nota, a entidade classificou o episódio como um "ato criminoso" e atribuiu a queda ao contato do parapente com a linha. Imagens gravadas por pessoas que estavam na praia mostram uma suposta linha estendida nas proximidades do local do acidente.
Mais lidas
-
1ECONOMIA
6 estratégias para humanizar a gestão e acelerar os resultados de vendas
-
2POLÍTICA
Gilmar Mendes envia advogado de confiança para falar com Flávio Bolsonaro
-
3MILITAR
Na região de Carcóvia estão cercados cerca de 1,7 mil militares do Exército ucraniano, diz MD da Rússia
-
4CLIMA
ONS projeta chuvas acima da média nos subsistemas Sul, Sudeste e Centro-Oeste
-
5ESPORTE
Luta nascida na União Soviética ganha o Ocidente; modalidade mistura judô, jiu-jitsu e wrestling