RJ em Foco
Alvinho deixa abrigo em que vivia com a mãe e volta para Cabo Frio onde concluirá ano letivo: 'Uma nova história sendo escrita'
Menino de 10 anos, considerado superdotado, ganhou novamente bolsa integral de estudos
Adriano Álvaro Melo, o Alvinho, de 10 anos, e sua mãe Priscila, de 42, deixaram na manhã deste domingo o abrigo municipal em que estavam morando desde o começo de junho. Os dois seguiram para Cabo Frio, na Região dos Lagos, onde o menino vai concluir o ano letivo.
Testes de glicose em escola:
Depois dos Ingleses,
Priscila contou que a Legacy School, onde o menino estava matriculado no começo do ano concedeu nova bolsa de estudos integral. O garoto havia conseguido o benefício no começo do ano por intermédio do diretor do abrigo local, onde estavam, antes de vir para o Rio.
Entretanto, Alvinho foi obrigado a abandonar a escola por conta do estado de saúde de Priscila. Ainda segundo a mãe do menino, uma pessoa se comprometeu a bancar o aluguel de um imóvel para os dois na cidade até o final do ano.
Paralelamente, eles estão escolhendo um novo imóvel para comprar na Zona Norte do Rio, para onde pretendem retornar no ano que vem. Também estão avaliando as ofertas de bolsa de estudos na cidade para o menino. Ao que tudo indica, depois de muito perrengue, os ventos começam a soprar a favor, acredita a mãe de Alvinho.
--O que estamos vivendo é um divisor de águas. Tudo novo. Uma nova história está sendo escrita, totalmente livre de tudo que ficou para trás -- define Priscila, sobre a nova fase na vida dela e do filho que começa neste domingo.
Depois de perder o imóvel onde moravam, em Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio, após sofrer um golpe, a mãe de Alvinho foi diagnosticada com tuberculose resistente a medicamentos. Priscila foi com o filho para a Região dos Lagos porque achava que lá teria mais chances de trabalho, o que não se concretizou. A doença a fez retornar ao Rio para se tratar na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Aqui, sem emprego e doente, os dois foram parar em abrigos.
O menino que aprendeu a ler e escrever sozinho aos 4 anos de idade, muito cedo foi diagnosticado como superdotado. Aos 7 anos criou o jogo "Super Alvinho" após participar de um curso on-line em Harvard, uma das universidades mais conceituadas dos Estados Unidos.
Alvinho também despontou no xadrez, modalidade que lhe rendeu diversas medalhas e troféus, e numa turma de robótica na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). De lá pra cá já lançou um livro e deu palestras em universidades. Na semana passada participou, como convidado e com todas as despesas pagas, de um evento voltado para crianças e adolescentes superdotados, em Salvador, na Bahia.
Desde que o drama do menino e sua mãe foi mostrado pelo Globo, no final do mês passado, formou-se uma verdadeira rede de solidariedade para ajudar os dois. O auxílio veio em forma de doações em dinheiro, além de ofertas de vagas em escolas para o menino, que também ganhou um kit de robótica e um notebook.
Até o apresentador Luciano Huck, da Globo, entrou na corrente. Ele postou um vídeo estimulando doações para que a mãe de Alvinho possa comprar uma casa e se comprometeu a dar o pontapé inicial.
Priscila e o filho se encontraram com o apresentador na última quinta-feira, durante uma gravação do programa "Domingão com Huck". O menino aproveitou a visita aos bastidores da TV para tietar artistas como Clara Moneke e Breno Ferreira.
--Alvinho ficou encantado de ver tudo de pertinho. Conversou com os artistas. Não tenho nem palavras para dizer o quanto estamos felizes-- disse Priscila.
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