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Morre aos 95 anos José Badim, pioneiro da cirurgia reconstrutiva no Brasil e fundador do hospital que leva seu nome
O velório será realizado neste sábado, no Cemitério e Crematório São Francisco de Paula, no Catumbi, capela A, a partir das 8h. A cremação está marcada para as 11h30.
Ao longo de mais de sete décadas, José Badim participou de alguns momentos considerados decisivos para a evolução da cirurgia no Brasil. Foi responsável, por exemplo, pelo primeiro reimplante de mão no país, realizado em 1968. Também fez o primeiro reimplante de couro cabeludo, quando atuava como chefe da cirurgia plástica do Hospital Municipal Souza Aguiar, tendo participado da criação de um serviço de microcirurgia reconstrutiva na unidade. Considerado um dos pioneiros da cirurgia plástica e reconstrutiva no Brasil e fundador do hospital que leva seu nome, no Maracanã, na Zona Norte do Rio, Badim morreu na noite desta quinta-feira.
Nos anos 1970, Badim prestou assistência a mais de 70 pacientes com queimaduras graves em decorrência do incêndio em uma unidade da Petrobras. Foi ainda um dos primeiros na realização de intubação de pacientes para anestesia geral, em um período em que os recursos utilizados nos centros cirúrgicos eram muito diferentes dos atuais. Perto de completar 96 anos, o médico continuava na ativa: ia diariamente ao hospital, mantinha o consultório e seguia acompanhando sua equipe em cirurgias.
Badim nasceu em 1930. Formou-se pela Faculdade Nacional de Medicina, no Rio, e construiu uma carreira que combinou assistência, ensino, pesquisa e gestão hospitalar. Ainda jovem, passou quase sete anos nos Estados Unidos, onde fez residência médica e especialização em cirurgia plástica. Foi também naquele período que iniciou sua trajetória acadêmica, como professor-assistente da Universidade do Estado de Nova Iorque.
De volta ao Brasil, foi professor da Faculdade Nacional de Medicina durante dez anos e lecionou em cursos livres e de pós-graduação em cirurgia plástica. Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, publicou mais de cem trabalhos científicos e foi autor do livro "Princípio de Cirurgia Plástica". Trabalhou em diversos hospitais públicos e privados até realizar o projeto pessoal de fundar um hospital com seu próprio nome, realizado em 2000. Seu legado inclui a abertura de novos caminhos para a cirurgia reconstrutiva no Brasil.
Badim deixa três filhos e seis netos. O velório será realizado neste sábado, no Cemitério e Crematório São Francisco de Paula, no Catumbi, capela A, a partir das 8h. A cremação está marcada para as 11h30.
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