RJ em Foco
Mais proteção para as mulheres em São João de Meriti
Lei do pacto contra feminicídio reúne serviços públicos para prevenir a violência e ampliar a proteção às vítimas
São João de Meriti agora conta com medidas de proteção às mulheres. Foi sancionada e publicada no Diário Oficial do município a lei que cria o Pacto Institucional Municipal Contra o Feminicídio. O texto reúne ações para prevenir a violência contra a mulher e melhorar o atendimento às vítimas.
De acordo com a lei, chamada de Pacto Meriti pela Vida das Mulheres, unidades básicas de saúde (UBS) e de pronto atendimento (UPA), além de serviços de pré-natal e pediatria, deverão criar formas de identificar possíveis sinais de violência contra mulheres. Nos casos considerados de alto risco, as vítimas deverão ser encaminhadas com prioridade para a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), o Poder Judiciário e a Defensoria Pública.
A medida também prevê grupos para acompanhar homens que cometeram violência contra mulheres, com o objetivo de ajudar a evitar que novos casos aconteçam.
O pacto prevê ainda a integração entre a Casa da Mulher Meritiense/Centro Especializado de Atendimento à Mulher (Ceam), os serviços de assistência social e os órgãos de segurança.
Entre as instituições que participarão das ações estão a Ronda Maria da Penha da Guarda Civil Municipal e a Patrulha Maria da Penha do 21º BPM.
A secretária municipal de Cidadania e Direitos Humanos de São João de Meriti, Letícia Costa, destacou a importância da lei e como ela auxilia nas políticas públicas de combate à violência contra à mulher.
— Essa lei é uma grande aliada para as mulheres da cidade. Com ela, conseguimos identificar os casos de violência doméstica e termos mais uma maneira de cuidar das vítimas — destacou.
Atendimento às vítimas
A lei prevê o reforço do atendimento à saúde mental das mulheres e a capacitação de profissionais para reconhecer sinais de violência que nem sempre são visíveis durante uma consulta.
O atendimento deverá ser sigiloso e humanizado. A prefeitura também deverá evitar que a vítima precise contar várias vezes a mesma história para diferentes órgãos. A medida busca diminuir o risco de revitimização, quando a mulher sofre novamente ao ter que relatar repetidamente a violência.
Com o pacto, diferentes áreas do município deverão trabalhar juntas para identificar situações de risco, prevenir o feminicídio e ampliar a rede de proteção às mulheres.
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