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Usuários relatam falha no QR Code do Jaé no embarque do BRT para o Rock in Rio

Fila se formou enquanto funcionários orientavam passageiros e tentavam liberar acesso ao transporte

Agência O Globo - 04/09/2026
Usuários relatam falha no QR Code do Jaé no embarque do BRT para o Rock in Rio
- Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O caminho até a Cidade do Rock exigiu mais do que disposição para enfrentar o calor desta sexta-feira. A equipe do GLOBO acompanhou um grupo de passageiros desde a estação Cardeal Arcoverde, em Copacabana, até o embarque no BRT expresso para o Rock in Rio, na estação Jardim Oceânico, onde dezenas de usuários enfrentaram filas e reclamaram de falhas no QR Code do Jaé no momento de passar pela catraca.

O problema começou na área de embarque do BRT. Muitos passageiros que haviam comprado o bilhete antecipadamente pelo aplicativo relataram que o QR Code simplesmente desaparecia da tela quando tentavam validar a passagem. Enquanto uma fila se formava do lado de fora das catracas, funcionários orientavam os usuários e tentavam liberar o acesso ao transporte.

Entre os fãs que seguiram viagem estavam as amigas Petra Costa, de 32 anos, e Lizandra Santos, de 25, que vieram de Porto Alegre especialmente para assistir ao show do Foo Fighters, atração principal da primeira noite. Hospedadas no Leme, elas foram de Uber até Copacabana e seguiram de metrô pela Linha 4 até o Jardim Oceânico, onde fariam a integração com o BRT.

A viagem ao festival começou dias antes, ainda no planejamento. Para evitar se perder no transporte carioca, as duas recorreram a vídeos no Instagram e no TikTok para entender o percurso e descobrir exatamente onde embarcar e desembarcar.

— A gente pesquisou tudo antes, no Instagram, para saber onde tinha que descer e o que pegar. Assim você chega menos perdido — contou Petra.

Enquanto aguardavam o embarque, elas carregavam uma bolsa preparada para passar horas na Cidade do Rock: canga, chinelo, água, frutas, bolachas, barrinhas de proteína e protetor solar. Petra já conhece o festival e diz que voltaria novamente para ver a banda americana.

— Eu gosto muito de rock e gosto muito do Foo Fighters. Quando eles voltarem à América, eu vou de novo.

Para Lizandra, a experiência tem um significado ainda maior: além de ser sua primeira edição do Rock in Rio, é também sua estreia na cidade do Rio de Janeiro.

— Estou bem animada. Não conheço nada daqui e acho que vai ser muito legal.

As duas afirmam que o planejamento fez diferença durante o deslocamento e acreditam que quem vem de fora aproveita melhor a experiência quando estuda a logística do festival com antecedência. Para elas, a organização da viagem e a atenção durante os deslocamentos tornam o trajeto mais tranquilo, especialmente para mulheres que visitam a cidade pela primeira vez.

Outros passageiros também relataram dificuldades no embarque. A paulista Letícia Lubisco, de 43 anos, e o casal Iraci e Renato Braga, de São Paulo, disseram ter enfrentado problemas semelhantes com o QR Code ao acessar o BRT expresso para a Cidade do Rock.

Procurado pelo GLOBO, o Jaé ainda não havia enviado posicionamento sobre as falhas registradas no sistema até a publicação desta reportagem.