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PF faz operação contra fraudes no registro de armas de CACs

Ação busca cumprir 20 mandados de prisão e 26 mandados de busca e apreensão contra pessoas físicas e empresas.

Agência O Globo - 04/09/2026
PF faz operação contra fraudes no registro de armas de CACs
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A Polícia Federal realiza, nesta sexta-feira, uma operação contra um grupo suspeito de fraudar procedimentos administrativos relacionados à aquisição e ao registro de armas de fogo destinadas a Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs). A ação, chamada de Operação Polaridade, busca cumprir 20 mandados de prisão e 26 mandados de busca e apreensão contra pessoas físicas e empresas em diversas cidades do estado do Rio de Janeiro, além do município de Vila Velha, no Espírito Santo.

De acordo com a PF, as investigações foram iniciadas após a identificação de inconsistências em processos analisados na Delegacia de Polícia Federal em Niterói. O inquérito apontou que um colaborador terceirizado, vinculado às atividades de análise documental do Núcleo de Armas, “teria aprovado requerimentos desprovidos de documentação obrigatória, bem como solicitações instruídas com documentos falsos ou incompatíveis com as exigências legais”.

Os policiais descobriram um sistema que envolvia a repetição de documentos entre diferentes requerentes, a utilização de comprovantes de residência falsificados e a ausência de documentos indispensáveis à instrução dos pedidos, além de irregularidades em certificados técnicos e outros requisitos legais exigidos para a aquisição de armamentos, inclusive de uso restrito.

Segundo a PF, a investigação também apontou possíveis vínculos entre alguns dos requerimentos analisados e armas de fogo posteriormente apreendidas em uma ação policial. Para a PF, isso reforçou a necessidade de aprofundamento das investigações.

“As diligências prosseguirão para identificar todos os envolvidos, apurar eventuais conexões com organizações criminosas e responsabilizar os autores dos fatos. Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, inserção de dados falsos em sistema de informações da Administração Pública, corrupção passiva, falsidade ideológica, uso de documento falso e comércio ilegal de armas de fogo, sem prejuízo de eventuais outros delitos que possam ser identificados no curso das apurações”, informou a PF.