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Estado e União firmam acordos para a retomada de territórios no Rio e proteção de vias expressas

Acordos preveem atuação integrada contra o crime organizado, proteção de corredores estratégicos e presença permanente do poder público nas áreas priorizadas

Agência O Globo - 03/09/2026
Estado e União firmam acordos para a retomada de territórios no Rio e proteção de vias expressas
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: OpenAI (GPT Image)

O Governo do Estado do Rio de Janeiro e o Ministério da Justiça e Segurança Pública assinaram, nesta quinta-feira, dois Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) para ampliar a integração entre as forças estaduais e federais no enfrentamento ao crime organizado. A iniciativa mira em diferentes frentes: retomada de territórios, proteção de corredores estratégicos e fortalecimento da presença permanente do Estado em áreas sob influência de organizações criminosas.

Contra guerra entre facções:

Passageira pede socorro:

A parceria inclui compartilhamento de informações, inteligência territorial, apoio operacional e integração de tecnologias, além de iniciativas voltadas ao enfraquecimento das estruturas financeiras e patrimoniais utilizadas pelo crime organizado.

— Segurança pública é um serviço essencial à população e exige a cooperação entre todas as instituições. A parceria entre o Estado e a União amplia nossa capacidade de atuação, com mais inteligência, tecnologia e integração, para fortalecer a presença do poder público onde a população mais precisa. O objetivo é melhorar a vida das pessoas, levando mais segurança e presença do Estado aos territórios — declarou o governador em exercício.

Reocupação territorial

Um dos acordos estabelece a cooperação entre a União e o Estado para fortalecer a Política Estadual de Reocupação Territorial, com apoio da Força Nacional, da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Penal Federal.

Além da presença permanente das forças de segurança, a parceria promete ainda entrar com políticas de infraestrutura, desenvolvimento social, desenvolvimento econômico e acesso à Justiça.

A implementação será orientada por Planos Táticos de Reocupação Territorial, coordenados pelo Governo do Estado. A iniciativa contempla ainda ações de documentação civil, atendimento a vítimas, proteção de grupos vulneráveis e ampliação da oferta de serviços públicos essenciais nas áreas contempladas.

O combate às estruturas econômicas utilizadas por organizações criminosas também faz parte da cooperação, com ações de inteligência financeira e patrimonial. Para isso, o acordo inclui articulação com instituições como Receita Federal, Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Banco Central e agências reguladoras para identificar, bloquear e recuperar ativos ligados ao crime organizado, enfraquecendo fontes de financiamento dessas organizações.

Está prevista ainda a integração entre os sistemas penitenciários federal e estadual, com intercâmbio de informações e protocolos voltados ao isolamento de lideranças criminosas e à interrupção da comunicação entre integrantes presos e organizações que atuam nos territórios.

— Essa é uma cooperação federativa no sentido pleno: o Estado define suas prioridades territoriais, e a União coloca à disposição suas capacidades operacionais, de inteligência e de investigação patrimonial — afirmou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva.

Proteção de vias expressas

O outro acordo cria uma estratégia integrada para ampliar a segurança nos principais corredores logísticos do estado. Entre os trechos inicialmente definidos como prioritários estão a Avenida Brasil, a Linha Vermelha, a Linha Amarela e os acessos ao Porto do Rio de Janeiro e ao Aeroporto Internacional Tom Jobim.

A estratégia estabelece planejamento conjunto, monitoramento permanente e emprego de tecnologias como cercamento eletrônico, leitores automáticos de placas, drones e centros integrados de comando e controle. O foco é reduzir roubos de cargas e veículos, além de fortalecer as investigações sobre organizações criminosas que atuam nessas regiões.