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Comunidade de Macaé enfrenta invasão de águas do mar e alerta de ressaca é mantido

Marinha prorrogou aviso de ressaca com ondas de até 3 metros até as 9h desta quinta-feira; seis novas famílias foram atendidas.

Agência O Globo - 27/08/2026
Comunidade de Macaé enfrenta invasão de águas do mar e alerta de ressaca é mantido
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: OpenAI (GPT Image)

A Prefeitura de Macaé intensificou o monitoramento da região da Fronteira, uma das áreas do município mais afetadas historicamente pelo processo de erosão costeira, após novos impactos provocados pelo avanço do mar. Nesta quarta-feira, a Defesa Civil realizou seis novos atendimentos a famílias que vivem nos pontos considerados mais críticos. Segundo o município, a maior parte dos imóveis atingidos nesta ocorrência já estava interditada.

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As famílias removidas deixaram os imóveis e optaram por permanecer na casa de parentes. Elas foram orientadas a procurar a Secretaria Executiva de Habitação para receber informações sobre as medidas de assistência disponíveis.

A situação é agravada pelas condições do mar. A Marinha do Brasil prorrogou até as 9h desta quinta-feira o aviso de ressaca, com previsão de ondas entre 2,5 e 3 metros. A recomendação é que moradores, visitantes, banhistas e pescadores evitem atividades próximas ao mar enquanto persistirem as condições adversas.

Mesmo após o fim do aviso oficial, a orientação é que a população permaneça atenta às condições marítimas e às recomendações dos órgãos de segurança. Durante a ressaca, deve-se evitar o banho de mar e a prática de esportes na praia. A população não deve permanecer em pontos próximos ao mar, e pequenas embarcações devem suspender a navegação.

Em caso de acidente, a orientação é não entrar no mar para tentar fazer um resgate. O Corpo de Bombeiros deve ser acionado para esse tipo de ocorrência.

Assistência habitacional

A prefeitura afirma que acompanha permanentemente a situação da Fronteira e mantém equipes da Defesa Civil em atuação conjunta com as secretarias de Habitação e Desenvolvimento Social, entre outros órgãos municipais. A prioridade, segundo o município, é garantir a segurança das famílias que permanecem em áreas vulneráveis.

Atualmente, 270 famílias da região são atendidas pelo programa de Aluguel Emergencial. Outras cerca de 30 recebem o Auxílio Emergencial.

O Aluguel Emergencial é destinado a famílias que ficam sem condições de permanecer em suas moradias e não têm abrigo imediato, com o pagamento de um auxílio financeiro provisório. A Compra Assistida é uma alternativa de caráter definitivo para moradores de áreas de risco.

O município explicou que, por meio do programa, indeniza o valor do imóvel da família para que ela possa adquirir uma nova residência em uma área considerada segura. A medida é utilizada como uma das alternativas para retirar moradores de locais sujeitos a riscos permanentes.

Em 2025, foram realizadas 59 aquisições por meio do programa. Em 2026, até o momento, cerca de 20 imóveis já foram adquiridos. Ainda de acordo com a prefeitura, as famílias são acompanhadas pelas equipes técnicas e pelo serviço social da Secretaria Executiva de Habitação desde a interdição do imóvel até o encaminhamento para uma solução habitacional.

Vistorias e demolições

Além das medidas de assistência, Macaé afirma que vem adotando ações preventivas nos pontos considerados de maior risco. Entre elas estão vistorias, interdições, retirada de famílias e demolições programadas de imóveis que já foram interditados, conforme avaliações técnicas.

O trabalho leva em consideração estudos sobre o processo de erosão costeira desenvolvidos em parceria com pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Federal Fluminense (UFF).

A erosão costeira é um problema histórico na região da Fronteira e pode ser agravada durante períodos de ressaca, quando a força das ondas aumenta a possibilidade de novos danos a imóveis e estruturas próximas à faixa litorânea.

Em nota, a prefeitura afirma que "continuará acompanhando permanentemente a área e que, caso sejam identificadas novas situações de risco, as equipes estão preparadas para realizar novas vistorias, interdições preventivas, remoção de moradores e os encaminhamentos necessários para a rede de assistência."