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Homem é preso acusado de agredir filho de 3 meses; bebê corre risco de morte cerebral

O bebê, que sofreu hemorragia, fraturas e edema cerebral; neste domingo, de acordo com a polícia, ele será submetido a um exame para confirmar a morte encefálica

Agência O Globo - 22/08/2026
Homem é preso acusado de agredir filho de 3 meses; bebê corre risco de morte cerebral
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A Polícia Civil prendeu, na manhã deste sábado, um homem acusado de agredir o filho de apenas três meses. Yuri Sebastian Moura Rocha foi detido em Olaria, na Zona Norte do Rio, por agentes da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV). O bebê, que sofreu hemorragia, fraturas e edema cerebral, pode ter tido morte encefálica. Neste domingo, de acordo com a polícia, ele será submetido a um exame para confirmar o diagnóstico.

De acordo com as investigações, o bebê deu entrada num hospital na Tijuca com sufocamento por engasgo e com diversas lesões na costela e intracranianas. Questionado, o pai teria justificado que os ferimentos foram causados por uma manobra torácica feita por ele.

— Esse caso chegou para nós por uma informação do próprio hospital dando conta da situação do bebê, que precisou ser internado na UTI. Em seguida, apresentou uma melhora e foi para a enfermaria. No quarto, teve contato novamente com os pais e voltou a apresentar engasgo durante a amamentação e lesões. O bebê, então, retornou para a UTI, tendo várias crises convulsivas e paradas cardíacas. Agora, foi diagnosticado com morte encefálica. Amanhã, ele vai passar por um outro exame para confirmar o laudo — contou a delegada Maria Luíza Machado, titular da DCAV.

Após receber as informações do hospital, a delegacia acionou a Justiça, que concedeu um mandado de prisão preventiva contra o pai, que está sendo investigado por maus tratos.

— Quem foi preso foi o pai, porque, até o momento, os indícios indicam apenas autoria em face dele. Mas, hoje, já ouvimos a mãe, e vamos dar seguimento às investigações para chegar a possíveis outros culpados — disse Maria Luiza Machado.