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'Mexeram com uma mãe', diz entregadora agredida por pedestre após ultrapassar sinal vermelho na Zona Sul

Em entrevista ao GLOBO, Maria Eduarda Sá conta que ficou traumatizada com o episódio de violência que sofreu na terça-feira. Ela está afastada do trabalho, de onde tira o sustento da família.

Agência O Globo - 21/08/2026
'Mexeram com uma mãe', diz entregadora agredida por pedestre após ultrapassar sinal vermelho na Zona Sul
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A entregadora Maria Eduarda Sá foi perseguida e agredida por dois homens, no Flamengo, na Zona Sul do Rio. Em entrevista ao GLOBO, ela relatou que avançou um sinal na Rua Marquês de Paraná logo após a dupla atravessar a rua e foi xingada por eles. Momentos depois, enquanto aguardava o cliente, foi surpreendida pela presença dos agressores. O caso aconteceu na terça-feira. Na ocasião, Maria Eduarda havia saído do Centro em ciclomotor para entregar um almoço no Flamengo. Na quinta-feira, o caso foi registrado na 9ª DP (Catete). Em nota, a Polícia Civil informou que diligências estão em andamento para apurar e esclarecer os fatos.

Barbárie em Copacabana:

Previsão de rajadas:

Ele já veio me agredindo, dando tapa na cara. Fui caindo por cima dos vasos de flores na frente do prédio. Fui caindo e ele continuou a agressão. O homem que estava do lado dele provavelmente ia me agredir também, até levantou a mão, mas como viu que o cara estava me agredindo acho que pesou a consciência — lembra Maria Eduarda, ainda muito abalada com o ocorrido.

Em imagens de câmeras de segurança, é possível ver o momento em que um dos homens, de camisa vermelha, dá um tapa na cara da vítima e, em seguida, aponta o dedo em sua direção. O segundo acompanha toda a ação e não reage. A vítima tentou se defender colocando as mãos na frente do rosto e sofreu hematomas nos braços.

Após o crime, a entregadora não conseguiu voltar a trabalhar.

Isso me gerou um trauma gigantesco, um trauma que eu não gostaria de estar passando, ainda mais de uma hora para a outra, porque a plataforma de delivery é de onde eu consigo tirar a minha renda, de onde eu tiro sustento para o meu filho também. Essa pessoa não mexeu só com uma mulher, ela agrediu uma mãe, a filha de alguém — desabafou.

*Reportagem de Bruna Bittar. Aluna do Curso Jornalismo do Futuro sob a supervisão de Giampaolo Morgado Braga.