RJ em Foco
Piratas da Ilha Grande: quadrilha que assaltava embarcações é presa em Angra dos Reis
Os criminosos utilizavam jet-skis como meios de transporte para roubar passageiros de barcos. Vítimas foram feitas refém pelos assaltantes, que levaram mais de R$ 50 mil em transferências via pix.
Uma quadrilha de assaltantes de embarcações que circulam na Baía de Ilha Grande e na costa de Angra dos Reis, na Costa Verde fluminense, foi presa na última quinta-feira, durante a Operação Pirata. A ação da Polícia Civil, em conjunto com a Polícia Militar e agentes municipais de Angra, deteve cinco suspeitos de integrarem o grupo, sendo dois deles responsáveis pela execução direta dos roubos.
Um jet-ski era utilizado pelos criminosos para invadir os barcos, onde mantinham os passageiros sob ameaças para entregarem joias e celulares e realizarem transferências bancárias, que, somadas, ultrapassam R$ 50 mil. A investigação começou a partir da denúncia de um roubo praticado no dia 21 de julho, com esse modus operandi.
A quadrilha voltou a agir na última quarta-feira. Armados a bordo do jet-ski usado nas ações, os criminosos abordaram uma lancha nas proximidades da Praia do Laboratório, um dos paraísos turísticos mais movimentados de Angra. Durante cerca de uma hora e meia, os ocupantes da embarcação permaneceram feitos de reféns e tiveram seus pertences levados. Entre as vítimas estava uma bebê de 6 meses.
A partir de um trabalho de inteligência e monitoramento de campo, os agentes de segurança rastrearam um dos celulares roubados e cruzaram informações sobre a venda de joias e saques bancários no Centro de Angra dos Reis. A investigação comandada pela 166ª DP (Angra dos Reis) identificou todos os envolvidos no crime.
Um dos presos é apontado como responsável pela execução direta do assalto e pela comercialização das joias roubadas. Segundo as apurações, ele também teria articulado o uso de contas bancárias para receber os valores obtidos durante as abordagens. No momento da prisão, o assaltante tentou fugir, mas foi contido. Outro integrante do grupo capturado também participava das invasões aos barcos e é apontado como piloto do jet-ski utilizado nas abordagens.
Um terceiro homem detido é apontado como responsável por guardar o armamento utilizado no crime. O revólver teria sido entregue a ele logo após a fuga dos executores e escondido em um buraco no muro de sua residência. A arma foi localizada e apreendida durante a Operação Pirata.
Foi identificada ainda a participação de pessoas que davam suporte à movimentação dos valores e à destinação dos objetos roubados. Um dos presos acompanhou um dos integrantes do grupo até um estabelecimento de compra e venda de ouro e uma agência bancária, onde foram realizadas a comercialização das joias e a retirada dos valores.
Uma funcionária de uma loja de compra e venda de ouro no Centro de Angra dos Reis também foi presa. Ela adquiriu alianças roubadas das vítimas por pouco mais de R$ 3 mil. Durante o depoimento, a mulher admitiu que já havia comprado anteriormente joias do mesmo criminoso, avaliadas em R$ 16 mil e também provenientes de roubo.
De acordo com a Polícia Civil, os cinco envolvidos foram autuados, conforme a participação de cada um, pelos crimes de roubo majorado, associação criminosa, receptação e resistência. Três dos integrantes, envolvidos na ação direta e no estoque de armas, tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva. As autoridades afirmaram, em nota, que "as investigações continuam para identificar outros possíveis integrantes da quadrilha e esclarecer a participação de cada envolvido nos crimes praticados na região".
Mais lidas
-
1ECONOMIA
6 estratégias para humanizar a gestão e acelerar os resultados de vendas
-
2TECNOLOGIA E INOVAÇÃO
IT Forum abre edição de 35 anos com aposta em ecossistemas como nova força da inovação
-
3ARQUEOLOGIA
Estátua de 2,4 mil anos é encontrada sob pavimento romano na Turquia
-
4OBRAS
Governo de Alagoas entrega trecho da rodovia AL-105 restaurada
-
5POLÍTICA
UFRJ revoga título de doutor honoris causa de embaixador americano que articulou golpe de 1964