RJ em Foco
Segundo acusado de envolvimento na morte de homem confundido com bandido em Copacabana se entrega
Um dos suspeitos já estava preso. Polícia ainda procura por outros dois.
Suspeito de ser um dos responsáveis pela morte de Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos, que foi espancado com mais de 30 pauladas após ser confundido com um ladrão, no dia 11, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, o segurança Davi Santos Machado se entregou na noite desta quinta-feira na 53ª DP (Mesquita). Antes de ser preso, foi ouvido duas vezes pela polícia. O acusado negou participação na ação no primeiro depoimento e admitiu no segundo. No entanto, não ficou preso por não haver mandado de prisão contra ele.
Barbárie em Copacabana:
Mais cedo, Jorge Luiz Ricardo Dias, de 56 anos, já havia se entregado. Segundo a polícia, ele não participou diretamente das agressões, mas teria retirado a bicicleta que estava com a vítima, pertencente à irmã do rapaz. Os agressores suspeitaram que a bike era roubada.
Segundo o delegado Ângelo Lage, da 12ª DP, os quatro suspeitos de participar das agressões contra Cláudio Rafael vão responder por homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima. Os investigadores ainda tentam identificar os dois homens que usavam mochilas de entregadores.
Cláudio Rafael saiu de casa, em Botafogo, na noite do último dia 11, para dar uma volta. Perto das 22h30, imagens de câmeras de segurança o mostraram levando a bicicleta de uma das irmãs. No que parecia ser um simples passeio, o homem foi submetido a uma brutal sessão de espancamento em Copacabana. Segundo a família, Cláudio foi linchado após ser apontado como um suposto ladrão. Ele teria sido abordado por um segurança na altura do número 35 da Rua Barata Ribeiro.
Como ocorreram as agressões
Era pouco depois da meia-noite do dia 12 de agosto quando dois homens com mochilas de delivery abordam Cláudio, que estava sentado no degrau de um edifício. Os homens, com celulares em mãos, se aproximam da vítima e trocam palavras. À meia-noite e sete minutos, um deles, que estava de touca, se aproxima. Neste momento, o homem com um cassetete e o que usa outra mochila de entrega também se movimentam para começar a agredir a vítima. Cláudio levanta as mãos e sai correndo entre os agressores. Neste instante, ele é segurado e agredido pelo agressor que segura um objeto.
Cláudio tenta se desvencilhar, mas é segurado e sofre pancadas na cabeça. Um ciclista que passava naquele momento aborda um dos agressores. Enquanto isso, os entregadores continuam a agredir Cláudio, que estava no chão. Uma quarta pessoa chega e se aproxima. Três minutos e trinta segundos após o início das agressões, a vítima perde as forças, mas ainda é imobilizada. Em seguida, ele desmaia. Os agressores, então, recolhem suas bicicletas, uma elétrica e outra mecânica, e vão embora. O homem com o cassetete dá um chute na cabeça da vítima já desmaiada e mexe em seu corpo. Quando os agressores se afastam, Cláudio volta a se movimentar, e o homem com o cassetete desfere outro golpe nele.
Apontado como um dos seguranças
Jorge Ricardo, apontado como um dos dois seguranças que prestavam serviços para o comércio, seria o quarto a chegar na cena do crime e não teria participado diretamente da agressão contra Cláudio Rafael. No entanto, ele teria retirado do local a bicicleta que o rapaz usava, que pertence à irmã da vítima. Segundo a polícia, Cláudio foi abordado inicialmente na Rua Barata Ribeiro, ao estacionar a bicicleta, atitude que chamou a atenção de seguranças. Um deles, identificado como Davi Santos Machado, abordou o rapaz. Por ter transtornos psicológicos, a vítima não conseguiu explicar que a bicicleta era da própria irmã. Neste momento, Jorge Ricardo pegou o veículo, e Cláudio tentou segurá-la, sendo agredido pela primeira vez com um golpe desferido por Davi.
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