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Prefeitura do Rio fecha acordo com Light, 99 e Gabriel para combate a crimes como furto de fios e cabos na cidade; saiba os detalhes

Acordo operacional será com a Central de Inteligência, Vigilância e Tecnologia em Apoio à Segurança Pública (Civitas), órgão que já conta com rede de 13 mil câmeras de vigilância

Agência O Globo - 20/08/2026
Prefeitura do Rio fecha acordo com Light, 99 e Gabriel para combate a crimes como furto de fios e cabos na cidade; saiba os detalhes
Acordo da Prefeitura do Rio com Light, 99 e Gabriel combate crimes na cidade - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A prefeitura assina hoje convênios com a Light, a 99 e a empresa Gabriel, para desenvolver bases de dados que ajudem os órgãos de Segurança Pública na investigação e no combate a crimes no Rio. O acordo operacional será com a Central de Inteligência, Vigilância e Tecnologia em Apoio à Segurança Pública (Civitas), órgão municipal que já conta com uma rede de 13 mil câmeras de vigilância, das quais 3,2 mil têm tecnologia de reconhecimento facial e fazem a leitura de placas de veículos. Essa estrutura permite reconstituir trajetos e padrões de comportamento de suspeitos.

Susto na Zona Sul:

Ricardo Couto:

No caso da Light, a parceria vai focar mais no combate aos furtos de cabos, um crime que tem provocado transtornos para a população e prejuízos aos governos e às empresas. Apenas de janeiro a julho deste ano, foram registradas 780 ocorrências, que representam uma perda de R$ 10,5 milhões para a companhia de energia.

Light ligada em tempo real

Informações sobre os locais e horários de furtos de energia e de cabos serão passadas para a prefeitura, além de um mapa de áreas dominadas pelo crime organizado, onde técnicos não podem entrar. Em contrapartida, a Light terá acesso ao vivo, por streaming, às imagens das ruas geradas pelas câmeras do Centro de Operações e Resiliência (COR) do município.

— As informações prestadas pelas empresas vão subsidiar analistas de dados da Civitas no desenvolvimento de soluções de tecnologia para a Segurança. Os dados poderão ser solicitados pelas polícias ou pelo Ministério Público para servirem de prova, dentro de uma cadeia de custódia digital que garanta a autenticidade das informações — explicou o diretor-executivo da Civitas-Rio, Davi Carreiro.

Tráfico internacional:

Lucas Nass, diretor da Light, acrescentou que, com o acesso às imagens do COR em tempo real, a concessionária poderá acelerar a solução de um problema na rede, seja ele provocado por furto de fios ou por outras razões técnicas:

— Esse monitoramento vai permitir a mobilização mais rápida das equipes para se deslocarem até os locais e fazer os reparos.

Golpe da fé:

Falsos entregadores

Microdados da empresa 99 sobre cerca de 500 mil usos diários da plataforma no Rio — de entregadores e motoristas — serão repassados anonimizados (sem informações pessoais), como determina a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Davi Carreiro explicou que, para atender a um pedido da polícia ou da Promotoria, poderá fazer uma busca sobre um veículo suspeito no banco de informações da 99 e, em seguida, usar imagens arquivadas das câmeras para rastrear o alvo e verificar se ele estava em determinado local de crime, o que chamam de cerco eletrônico.

— Já temos uma parceria com a Polícia Militar do Rio e agora estamos ampliando com a Civitas. Uma vantagem da associação com a prefeitura será ajudar a identificar falsos entregadores, que circulam com bags (mochilas térmicas) com a logomarca da empresa — explicou o diretor de Políticas Públicas da 99, Fernando Paes.

Prisão na Zona Norte:

O mesmo princípio de auxiliar investigações vale para a Gabriel. Hoje, a empresa conta com 11 mil câmeras instaladas em 3,5 mil vias públicas da cidade. Mediante solicitação de autoridades policiais, as imagens geradas por esse “big brother” poderão ser cruzadas com os equipamentos públicos da Civitas.

— A tecnologia aliada à análise das manchas criminais para identificar os locais com maiores ocorrências é essencial para a Segurança Pública. É impossível ter um policial em cada esquina das cidades — argumentou o CEO da Gabriel, Erick Coser.