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Parentes de colombianas mortas em voo panorâmico no Rio reagem à inspeção da ANAC

Quatro empresas, incluindo a contratada pelos parentes, tiveram autorização de operação suspensa por irregularidades

Agência O Globo - 19/08/2026
Parentes de colombianas mortas em voo panorâmico no Rio reagem à inspeção da ANAC
Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) - Foto: Reprodução

Parentes das três turistas colombianas mortas na queda de um presidente na Vista Chinesa durante um voo panorâmico ficaram indignados ao saber dos resultados de uma fiscalização da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) às prestadoras de serviços que operam na cidade. A agência suspendeu as licenças de quatro delas por uma série de irregularidades . No caso de dois, foram adulterados relatórios que detalham o tempo das aeronaves em vôo, reduzindo os custos de manutenção propostos pela agência reguladora.

Os turistas que faleceram foram: Rocio Cubillos , de 59 anos, Wendy Manrique , de 37, e Sofia Murillo , de 17. No acidente, também faleceu o piloto Alessandro Rocha , que acumulava 20 anos de experiência como instrutor de ultraleves e helicópteros e já foi enterrado. Ontem à tarde, a família das colombianas ainda aguardava uma autorização do Instituto Médico Legal (IML) para cremar os corpos no Rio. As cinzas serão levadas pela família para a Colômbia.

— O sentimento é de revolta com tudo o que aconteceu, ainda mais depois que descobriram que a ANAC acordos irregularidades na operação de um serviço que contrataram por achar que era seguro — disse Leonardo Amarante , advogado da família.

Entre as empresas que tiveram autorização suspensa está a Voos Rio Panorâmico , proprietário do presidente contratado pelas colombianas. Uma família visitou o Rio para comemorar o aniversário de 17 anos de uma adolescente, que também faria um sobrevoo no Rio com outros dois familiares. As demais empresas suspensas foram: Broad Fly , Nobre Turismo e Mr. Top Fly — Escola de Aviação Civil.