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Após negociar dívidas com União, governo do Rio busca reestruturar débitos com bancos

Governador tratou do tema com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, em Brasília

Agência O Globo - 18/08/2026
Após negociar dívidas com União, governo do Rio busca reestruturar débitos com bancos
O governador interino do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto - Foto: Reprodução / AMAERJ

Após negociar a dívida com a União, o governo do Rio tenta reestruturar os débitos com os bancos. O assunto foi discutido em uma reunião entre o governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, nesta terça-feira em Brasília.

Segundo Couto, o governo estadual possui uma dívida bancária de R$ 26 bilhões e busca renegociar o montante com juros menores.

— Temos, em termos de déficit bancário com instâncias financeiras, cerca de R$ 26 bilhões. Por esse motivo, nós estávamos reunidos. Por quê? Porque desejamos fazer um reescalonamento desse débito com juros menores, e a União tem olhado de forma muito positiva a essa conduta do estado do Rio de Janeiro — disse o governador, após a reunião.

Ele afirmou que o objetivo foi avaliar com o governo federal a estruturação total da dívida do estado, além do âmbito do Programa de Pleno Pagamento de Dívida dos Estados (Propag), aprovado pelo Congresso em 2025. A legislação permite aos estados refinanciar suas dívidas com a União em até 360 meses (30 anos), com taxas de juros reais reduzidas.

— O objetivo maior dessa reunião hoje foi ver a reestruturação total da dívida do estado, não apenas dentro da ideia do Propag, mas também a reorganização de todo o déficit que nós temos junto às instituições financeiras. Então, nós estamos reestruturando de tal sorte que o estado do Rio de Janeiro possa ser entregue sem dívidas atuais e em superávit — afirmou o governador, citando o apoio do governo federal nesse processo.

O governo do Rio aderiu ao Propag em junho deste ano, em uma cerimônia que contou com a presença do presidente Lula. Com isso, o estado deixou o Regime de Recuperação Fiscal (RRF), onde estava enquadrado desde 2022.

A adesão ao programa permitiu reduzir a dívida com a União de R$ 210 bilhões para R$ 168,5 bilhões.

Couto afirmou que a meta não é só pagar as dívidas do Estado, mas também apresentar superávit.