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STF forma maioria para tornar Rodrigo Bacellar réu por suposto vazamento de operação policial

Desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto está na mesma ação. Voto do ministro Flávio Dino é o último a ser contado.

Agência O Globo - 18/08/2026
STF forma maioria para tornar Rodrigo Bacellar réu por suposto vazamento de operação policial
Rodrigo Bacellar - Foto: Reprodução / Instagram

Com os votos dos ministros Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, que acompanharam o do relator Alexandre de Moraes, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta terça-feira para receber a denúncia contra o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) Rodrigo Bacellar e o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto. O placar agora está em 3 a 0, faltando apenas o voto do ministro Flávio Dino.

Após a tragédia, foram registrados dez mortos. A maioria de votos pode tornar Bacellar e Macário Júdice réus no processo, que apura uma suposta obstrução de investigação envolvendo o ex-deputado estadual TH Joias e outros investigados ligados ao Comando Vermelho. O caso está sendo analisado no plenário virtual da Primeira Turma, cujo prazo para votação termina na próxima sexta-feira.

De acordo com as investigações, Bacellar teria avisado ao então deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, sobre a operação que o prenderia na véspera da ação. Segundo a corporação, o vazamento possibilitou que o parlamentar destruísse provas e deixasse sua própria casa horas antes da chegada dos agentes.

Bacellar foi preso em dezembro em uma operação destinada a combater a atuação de agentes públicos envolvidos no vazamento de informações sigilosas. De acordo com a PF, a ação ilegal causou obstrução na investigação realizada no âmbito da Operação Zargun. O envolvimento do ex-presidente da Alerj foi descoberto pela PF após análise do material apreendido na operação de setembro.

O desembargador Macário Júdice, que à época era relator das investigações no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), é apontado pela Procuradoria Geral da República como peça central do suposto vazamento. Ele também é acusado de violação de sigilo funcional.