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PQD, apontado como chefe do CV na Zona Sudoeste do Rio, morre em confronto com a polícia
Pierre Sá da Silva seria responsável por coordenar ações voltadas à expansão territorial da facção criminosa; ele reagiu à abordagem e acabou ferido
Apontado como um dos principais chefes do Comando Vermelho (CV) na Zona Sudoeste do Rio, Pierre Sá da Silva, o PQD, morreu, nesta terça-feira, após trocar tiros com agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco/IE). De acordo com as investigações, ele é responsável por coordenar ações externas à expansão territorial da facção criminosa, além de ficar à frente de bocas de fumo nas comunidades Gardênia Azul e Cidade de Deus.
Na Avenida Brasil:
Ligados ao CV:
O PQD foi localizado na Gardênia Azul, apontado como o principal reduto dele. Era na comunidade que, segundo a Polícia Civil, o suspeito coordenava suas atividades criminosas. A Polícia Civil afirma que, durante a abordagem, o agressor atacou os policiais, foi ferido e chegou a ser socorrido para uma unidade de saúde. Com ele, foi aprendida uma pistola.
Na mesma ação, um outro integrante da quadrilha de PQD, contra quem havia um mandado de prisão em aberto pelo crime de roubo, também foi capturado.
De acordo com a Polícia Civil, as investigações revelaram que a PQD integrou a chamada Equipa Astro do CV, sendo um dos principais homens de guerra da facção. Ele exerceu o papel de chefia armada e atuou diretamente na mobilização de criminosos e na cooperação de ataques.
Entre as recentes ofensivas das quais PQD é suspeito de participar estão nas disputas territoriais em Curicica, Camorim e Asa Branca, além da articulação de sucessivas tentativas de invasão da comunidade de Rio das Pedras, região estratégica definida pelo CV.
A ação na qual PQD foi presa faz parte da Operação Contenção, que visa conter o avanço territorial do Comando Vermelho. O objetivo principal é desarticular as estruturas financeiras, logísticas e operacionais da organização criminosa. Até o momento, mais de 375 criminosos foram capturados e outros 138 morreram em confronto. Também foram apreendidas mais de 480 armas — entre elas 191 fuzis — e mais de 51 mil peças de munição.
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