RJ em Foco
Apontado como chefe do Comando Vermelho na Zona Sudoeste do Rio, PQD é preso pela polícia
Pierre Sá da Silva seria responsável por coordenar ações voltadas à expansão territorial da facção criminosa; ele reagiu à abordagem e acabou ferido
Apontado como um dos principais chefes do Comando Vermelho (CV) na Zona Sudoeste do Rio, Pierre Sá da Silva, o PQD, foi preso nesta terça-feira por agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco/IE). De acordo com as investigações, ele é responsável por coordenar ações externas à expansão territorial da facção criminosa, além de ficar à frente de bocas de fumo nas comunidades Gardênia Azul e Cidade de Deus.
Guerra não:
O PQD foi localizado na Gardênia Azul, apontado como o principal reduto dele. Era na comunidade que, segundo a Polícia Civil, o suspeito coordenava suas atividades criminosas. Durante a abordagem, o criminoso atacou os policiais, foi ferido e socorrido para uma unidade de saúde. Com ele, foi aprendida uma pistola.
Grávida de quatro meses e menina de 7 anos:
Na mesma ação, um outro integrante da quadrilha de PQD, contra quem havia um mandado de prisão em aberto pelo crime de roubo, também foi capturado.
De acordo com a Polícia Civil, as investigações revelaram que a PQD integrava a chamada Equipe Astro do CV , sendo um dos principais homens de guerra da facção. Ele exerceu o papel de chefia armada e atuou diretamente na mobilização de criminosos e na cooperação de ataques.
Entre as recentes ofensivas das quais PQD é suspeito de participar estão nas disputas territoriais em Curicica, Camorim e Asa Branca, além da articulação de sucessivas tentativas de invasão da comunidade de Rio das Pedras, região estratégica definida pelo CV.
Corredores de Excelência:
A ação na qual PQD foi presa faz parte da Operação Contenção, que visa conter o avanço territorial do Comando Vermelho. O objetivo principal é desarticular as estruturas financeiras, logísticas e operacionais da organização criminosa. Até o momento, mais de 375 criminosos foram capturados e outros 138 morreram em confronto. Também foram apreendidas mais de 480 armas — entre elas 191 fuzis — e mais de 51 mil peças de munição.
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