RJ em Foco
Ação que mira cadeias do Rio onde estão chefes do CV e do TCP têm 31 celulares apreendidos
Polícia Penal frustrou ainda entrada de antena de internet e de drogas no Complexo de Gericinó
A Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen) realizou, nesta quarta-feira, uma operação em presídios do Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio, onde estão presos chefes das facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Terceiro Comando Puro (TCP) . Os agentes frustraram a entrada de uma mini antena de internet e de drogas, além de apreenderem 31 telefones celulares .
Desfecho:
No Presídio Jonas Lopes de Carvalho, o Bangu 4, onde ficam presos do TCP, foram encontrados 160 gramas de drogas . Os celulares foram encontrados no Presídio Alfredo Tranjan, o Bangu 2, onde também foram apreendidos cerca de 300 papéisotes de drogas . Lá ficam presos do CV.
Uma mini antena de internet foi bloqueada durante um procedimento de revista para coleta de Sedex. Durante a inspeção da encomenda, por meio do scanner raio-X, foram visualizadas imagens compatíveis com componentes eletrônicos. Na sequência, foi utilizada ferramenta de inteligência artificial. Ao abrir o pacote na presença do interno ao qual a caixa era designada, o policial penal localizou o equipamento num rádio. O preso foi transferido imediatamente para a Penitenciária Laércio da Costa Pellegrino, em Bangu 1, onde está em isolamento.
Do último lugar ao ouro:
Uma embalagem contendo 300 papéis de droga foi encontrada nas partes íntimas de um visitante. O material foi detectado pelo scanner corporal. Ela foi conduzida à 34ª DP (Bangu) e autuada em flagrante por tráfico de drogas. O interno que recebe o entorpecente também foi colocado em isolamento, no Bangu 1.
A ação desta quarta-feira contou com policiais penais das coordenadas de unidades prisionais de alta e de complexidade média, da Subsecretaria Operacional da Seppen. As ocorrências foram registradas na 34ª DP.
Sequência de crimes:
Fiscalização constante
A Seppen ressaltou que vem adotando medidas tecnológicas e de procedimentos para suportar qualquer tipo de atividade ilícita no sistema prisional. A instituição confirma a importância de reprimir a entrada e circulação de itens proibidos, e a comunicação das facções, para enfraquecer o crime organizado.
A secretaria reforçou ainda que mantém fiscalização constante nas unidades prisionais para impedir condutas irregulares, seja por parte de internos ou de servidores.
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