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Rio registra alta nos roubos e furtos de celulares; capital entre as 20 piores
Estado foi um dos únicos a registrar aumento desse tipo de crime em 2025, enquanto a média nacional caiu 7,7%
Enquanto o Brasil apresentou queda nos casos de furto e roubo de celulares em 2025, o Rio de Janeiro sofreu queda na direção oposta. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública , divulgados na quinta-feira pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (Fbsp), revelam que o estado foi um dos apenas dois no país — ao lado da Paraíba — um aumento de registradores nesse tipo de crime. Foram 72.187 ocorrências no estado em 2025, contra 58.813 no ano anterior, representando uma alta de 22,7% , em contrariedade à redução média nacional de 7,7% . Isso significa que, em média, 198 celulares foram comprados ou furtados por dia no estado no ano passado. A capital fluminense ocupa a 20ª posição entre os municípios brasileiros com as maiores taxas de furtos e roubos de celulares, com 793,7 ocorrências a cada 100 mil habitantes.
Prejuízo de R$ 350 mil:
Vídeo:
No Brasil, foram registrados 792.284 furtos e roubos de celulares em 2025, em comparação com 855.113 em 2024. Segundo o anuário, o número de ocorrências continua na trajetória de queda desde o pico histórico registrado em 2019, quando o país contabilizou mais de um milhão de casos.
Além do Rio, apenas a Paraíba apresentou crescimento nos registros de subtração de celulares em 2025, com alta de 21,1% . As maiores reduções foram observadas no Rio Grande do Norte (-22,1%), Mato Grosso (-20,6%), Goiás (-19,6%), Amazonas (-19,2%) e Espírito Santo (-18,2%).
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O levantamento também indica que os furtos e roubos de celulares permaneceram concentrados nos grandes centros urbanos, especialmente em capitais e regiões metropolitanas. Entre os 20 municípios com as maiores taxas desse tipo de crime no país, 14 são capitais estaduais. O ranking é liderado por São Luís (MA) , seguido por Belém (PA) , São Paulo (SP) , Salvador (BA) e Lauro de Freitas (BA) . A cidade do Rio de Janeiro ocupa a 20ª colocação . Confira:
São Luís (MA) – 1517,0
Belém (PA) – 1487,0
São Paulo (SP) – 1390,5
Salvador (BA) – 1195,0
Lauro de Freitas (BA) – 1144,5
Porto Velho (RO) – 1123,2
Manaus (AM) – 1107,1
Olinda (PE) – 1060,3
Ananindeua (PA) – 979,5
Teresina (PI) – 975,3
Recife (PE) – 965,3
Cariacica (ES) – 932,2
Vitória (ES) – 930,8
Marituba (PA) – 863,2
Macapá (AP) – 831,6
Belo Horizonte (MG) – 831,3
Natal (RN) – 806,8
Itapecerica da Serra (SP) – 801,2
Fortaleza (CE) – 796,0
Rio de Janeiro (RJ) – 793,7
Em relação aos roubos a transeuntes, o Rio teve uma queda, porém em ritmo inferior ao observado no restante do Brasil. A redução foi de 10,7% , com os casos ocorrendo de 30.870 para 27.583 . Apesar da queda, isso representou uma redução menor entre todos os estados. No Brasil, a média foi de 23,4% . Em São Paulo, por exemplo, os registros tiveram uma queda de 21,4% , passando de 29.936 para 23.578 casos.
Roubos e furtos de celular no carnaval
O aumento no estado também é notório na capital, especialmente durante grandes eventos. Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) mostram que, durante os seis dias oficiais do carnaval de 2025, foram registrados 2.248 roubos e furtos de celulares na cidade do Rio, uma alta de cerca de 14% em relação aos 1.973 casos contabilizados em 2024.
Mapa do crime:
O Centro do Rio concentrou a maior parte das ocorrências, com 750 roubos e furtos de celulares , representando um crescimento de 46% em comparação com o carnaval anterior, quando foram registrados 515 casos . Assim, um em cada três celulares roubados ou furtados na capital durante os dias de folia foi levado na região central, onde foram abordados alguns dos principais blocos da cidade.
Durante os seis dias oficiais de carnaval, foram registrados, em mídia, 375 roubos e furtos de celulares por dia apenas no Centro, um índice 2,5 vezes superior à mídia diária observada na cidade durante o restante do ano. Segundo o levantamento, bairros que concentraram blocos, como Ipanema, Flamengo, Botafogo, Glória e Santa Teresa, também figuraram entre os locais com maior número de ocorrências.
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