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Onde mais se mata no Rio? Entre as maiores cidades do estado, veja quais têm as maiores taxas de mortes violentas

Itaperuna lidera o estado e ocupa a 17ª posição no país; Barra Mansa aparece em segundo lugar entre os municípios fluminenses, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública

Agência O Globo - 24/07/2026
Onde mais se mata no Rio? Entre as maiores cidades do estado, veja quais têm as maiores taxas de mortes violentas
Onde mais se mata no Rio? Entre as maiores cidades do estado, veja quais têm as maiores taxas de mortes violentas - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Itaperuna, no Noroeste Fluminense, lidera o estado em taxa de mortes violentas intencionais entre os municípios com mais de 100 mil habitantes, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado na quinta-feira pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. A cidade registrou 47,5 mortes por 100 mil habitantes em 2025, o que a coloca na 17ª posição do ranking nacional. O levantamento inclui casos que chocaram o município, como o do adolescente de 14 anos que confessou ter matado os pais enquanto dormiam com a arma do pai e, em seguida, o irmão de três anos. A cerca de 450 quilômetros dali, no Sul Fluminense, Barra Mansa aparece em segundo lugar no estado, com taxa de 37,4 mortes violentas intencionais por 100 mil habitantes.

O anuário considera como mortes violentas intencionais a soma das vítimas de homicídio doloso, feminicídio, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e mortes decorrentes de intervenções policiais, em serviço ou fora dele. A categoria reúne, portanto, todas as mortes violentas com intencionalidade definida registradas em um determinado território.

Em nível nacional, o Brasil registrou 44.127 mortes violentas intencionais em 2024, com taxa de 20,8 por 100 mil habitantes, uma redução de 5,4% em relação ao ano anterior. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, é a menor taxa desde 2012.

Prejuízo de R$ 350 mil:

Vídeo:

As maiores taxas de mortes violentas entre as cidades do Rio com mais de 100 mil habitantes:

Itaperuna — 47,5

Barra Mansa — 37,4

Japeri — 35,2

Duque de Caxias — 31,9

São João de Meriti — 31,3

Cabo Frio — 31,0

Itaguaí — 30,6

Araruama — 29,7

Nova Iguaçu — 29,6

Belford Roxo — 28,4

São Pedro da Aldeia — 27,1

Resende — 23,2

Queimados — 22,8

Rio de Janeiro — 22,7

Angra dos Reis — 21,8

Campos dos Goytacazes — 21,2

Itaboraí — 20,4

Volta Redonda — 18,6

Magé — 16,4

Nilópolis — 16,1

Mesquita — 14,5

Rio das Ostras — 14,2

Teresópolis — 13,6

São Gonçalo — 12,4

Niterói — 11,6

Maricá — 10,8

Macaé — 8,7

Nova Friburgo — 8,4

Petrópolis — 7,5

Em Arraial do Cabo:

Em Itaperuna, que lidera o ranking estadual, um dos casos mais emblemáticos ocorreu em julho do ano passado, quando um adolescente de 14 anos confessou ter matado o pai, a mãe e o irmão de três anos dentro da casa da família. Segundo a Polícia Civil, o crime foi planejado junto com a namorada virtual, de 15 anos, moradora de Mato Grosso do Sul.

De acordo com as investigações da 143ª DP (Itaperuna), os dois trocavam mensagens sobre como cometer os assassinatos, discutindo a ordem das mortes, os métodos que seriam utilizados e maneiras de ocultar os corpos e dificultar a investigação. A polícia afirma que o casal também conversou sobre formas de conseguir dinheiro para que o adolescente viajasse até Mato Grosso do Sul. Após a apreensão da adolescente, os investigadores concluíram, com base nas mensagens, que ela participou do planejamento e instigou o namorado durante todas as etapas do crime.

Conforme a investigação, o adolescente matou os pais enquanto eles dormiam, utilizando a arma do pai, e, em seguida, matou o irmão de três anos. Segundo o delegado Carlos Augusto Guimarães da Silva, o garoto envolveu a arma em uma fronha para evitar deixar impressões digitais e, depois dos assassinatos, enviou uma foto da família morta para a namorada. A polícia também apurou que ele pesquisou como sacar o FGTS do pai e pretendia usar o dinheiro para se mudar para Mato Grosso do Sul.

Em Paraty:

Meses antes, outro homicídio havia chamado a atenção na cidade. Na manhã de 12 de janeiro do ano passado, Wilson Simplício Aguiar, de 33 anos, foi morto a tiros enquanto caminhava pelo calçadão da Avenida Cardoso Moreira, uma das regiões mais movimentadas do Centro de Itaperuna. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que dois homens se aproximaram em uma motocicleta e o passageiro efetuou os disparos. Wilson morreu no local, e policiais do 29º BPM e da 143ª DP iniciaram buscas pelos autores do crime.