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Polícia identifica suspeito e investiga encontro por aplicativo antes da morte de advogado carioca em SP

Pedro Ely Cordeiro dos Santos, de 43 anos, foi localizado caído cerca de 40 minutos após entrar em estabelecimento na Vila Madalena; segundo o g1, os investigadores trabalham com a hipótese de que o advogado tenha sido vítima de um golpe

Agência O Globo - 17/07/2026
Polícia identifica suspeito e investiga encontro por aplicativo antes da morte de advogado carioca em SP
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A Polícia Civil de São Paulo identificou um suspeito e investiga a participação de outras pessoas na morte do advogado encontrado sem vida na Zona Oeste da capital paulista. Câmeras de monitoramento flagraram a vítima acompanhada de um homem de boné branco cerca de 40 minutos antes de o corpo ser localizado em Pinheiros. De acordo com informações do repórter Lucas Jozino, do portal g1, os investigadores trabalham com a hipótese de que o advogado tenha sido vítima de um golpe após marcar um encontro por aplicativo de relacionamento.

Advogado carioca

Investigação:

Um dos indícios dessa linha de apuração foi a tentativa frustrada de realizar uma compra de R$ 8 mil com o cartão bancário de Pedro na região da Avenida Paulista, que acabou sendo recusada pela instituição financeira. O caso é tratado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Pedro Ely estava em São Paulo a trabalho e hospedado na Vila Olímpia. Na noite anterior ao crime, ele saiu com um amigo para assistir a partidas da Copa do Mundo na Vila Madalena. Por volta de 0h30, ambos pegaram um carro de aplicativo, mas se separaram após o amigo desembarcar em Moema.

O trajeto posterior do advogado, ainda sob investigação, aponta que ele retornou à Vila Madalena. Às 2h50 daquela madrugada, imagens de uma adega na Rua Aspicuelta mostram Pedro comprando bebidas ao lado do suspeito de boné branco, homem que a polícia confirma não ser o amigo que iniciou a noite com ele. Os cartões da vítima foram utilizados no estabelecimento. Pouco tempo depois, às 3h30, o advogado foi encontrado caído na Rua Fradique Coutinho, a poucas quadras do local.

Carro suspeito e apelos ao Samu

A reconstituição dos fatos também considera o relato de testemunhas, que afirmam que Pedro teria sido deixado por um veículo no ponto exato onde faleceu. O Samu recebeu três chamados de socorro para prestar atendimento ao advogado na calçada — onde testemunhas relataram tê-lo visto passar mal e vomitar.

A última ligação ao serviço de emergência foi feita por uma mulher. A Polícia Civil tenta descobrir se ela estava dentro do automóvel que transportou a vítima, incluindo-a no rol de suspeitos do caso.

Como Pedro Ely estava sem documentos quando foi localizado pelos policiais militares, o reconhecimento por parte da família no Instituto Médico-Legal (IML) Central só aconteceu quatro dias depois, após ele ter sido dado como desaparecido.

Embora o corpo não apresentasse sinais aparentes de violência física, as autoridades aguardam os resultados dos exames necroscópico e toxicológico, previstos para as próximas semanas. Os laudos serão fundamentais para determinar se houve consumo forçado de substâncias entorpecentes ou medicamentos, além de esclarecer a causa definitiva da morte. O celular do advogado registrou a última atividade na manhã do dia 10 de julho, às 5h.

Entenda o caso

Natural do Rio de Janeiro, Pedro estava em São Paulo para compromissos profissionais e se hospedava no Hotel Mercure JK, na Vila Olímpia. Ele havia sido dado como desaparecido por familiares após não retornar ao hotel nem responder a mensagens e ligações.

Segundo o boletim de ocorrência registrado pela irmã da vítima, Pedro saiu na noite de 9 de julho acompanhado de um amigo para assistir às partidas da Copa do Mundo em estabelecimentos da Vila Madalena. Por volta de 0h30, os dois embarcaram em um carro de aplicativo Uber Black na Rua Aspicuelta com destino à Rua Canário, em Moema, onde o amigo desembarcou. A corrida foi encerrada às 0h48.

O plano, segundo o relato do amigo à polícia, era que Pedro solicitasse um segundo carro por aplicativo para seguir até o hotel. No entanto, ele afirmou não saber se o advogado efetivamente deixou o veículo para pedir uma nova corrida ou se permaneceu no automóvel após seu desembarque.

A investigação aponta que, horas depois, Pedro reapareceu na Vila Madalena. O último registro de atividade em seu celular foi uma visualização no WhatsApp às 5h da manhã do dia 10 de julho. Desde então, ele não manteve mais contato com familiares ou amigos.