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Câmeras mostram advogado carioca entrando em adega com homem antes de ser encontrado morto em São Paulo; veja vídeo
Pedro Ely Cordeiro dos Santos, de 43 anos, foi localizado caído cerca de 40 minutos após entrar em estabelecimento na Vila Madalena; polícia aguarda laudos para esclarecer causa da morte
Imagens de câmeras de segurança registraram o advogado carioca Pedro Ely Cordeiro dos Santos, de 43 anos, entrando em uma adega na Vila Madalena, na Zona Oeste de São Paulo, na madrugada da última sexta-feira (10), acompanhado de um homem ainda não identificado. Cerca de 40 minutos depois, o advogado foi encontrado morto em Pinheiros. Os registros passaram a integrar a investigação da Polícia Civil, que aguarda os resultados dos exames para esclarecer as circunstâncias da morte.
As gravações mostram Pedro entrando no estabelecimento às 2h50 ao lado de um homem que usava boné branco. Cerca de 40 minutos depois, por volta das 3h30, ele foi encontrado a poucas quadras dali, na Rua Fradique Coutinho, na altura do número 1.108. Segundo o boletim de ocorrência, policiais militares foram acionados para prestar apoio ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) após a informação de que um homem havia morrido no local.
De acordo com os investigadores, há registros de compras realizadas com o cartão bancário do advogado na adega. O homem que aparece nas imagens ainda não foi identificado e, segundo a polícia, não é o mesmo amigo que esteve com Pedro horas antes assistindo aos jogos da Copa do Mundo em bares da região.
Natural do Rio de Janeiro, Pedro estava em São Paulo para compromissos profissionais e se hospedava no Hotel Mercure JK, na Vila Olímpia. Ele havia sido dado como desaparecido por familiares após não retornar ao hotel nem responder a mensagens e ligações.
Segundo o boletim de ocorrência registrado pela irmã da vítima, Pedro saiu na noite de 9 de julho acompanhado de um amigo para assistir às partidas da Copa do Mundo em estabelecimentos da Vila Madalena. Por volta de 0h30, os dois embarcaram em um carro de aplicativo Uber Black na Rua Aspicuelta com destino à Rua Canário, em Moema, onde o amigo desembarcou. A corrida foi encerrada às 0h48.
O plano, segundo o relato do amigo à polícia, era que Pedro solicitasse um segundo carro por aplicativo para seguir até o hotel. No entanto, ele afirmou não saber se o advogado efetivamente deixou o veículo para pedir uma nova corrida ou se permaneceu no automóvel após seu desembarque.
A investigação aponta que, horas depois, Pedro reapareceu na Vila Madalena. O último registro de atividade em seu celular foi uma visualização no WhatsApp às 5h da manhã do dia 10 de julho. Desde então, ele não manteve mais contato com familiares ou amigos.
O corpo do advogado foi identificado pela família apenas na terça-feira (14), quatro dias após o desaparecimento, no Instituto Médico-Legal (IML) Central de São Paulo. Como Pedro não portava documentos no momento em que foi encontrado, houve demora no reconhecimento.
A Polícia Civil aguarda agora os resultados dos exames necroscópico e toxicológico, que devem ficar prontos nas próximas semanas. Os laudos deverão apontar a causa da morte e indicar se a vítima havia ingerido álcool, medicamentos ou outras substâncias antes de passar mal.
Segundo os investigadores, o corpo não apresentava sinais aparentes de violência, o que levou a polícia a trabalhar, neste momento, com diferentes linhas de apuração. Testemunhas que relataram ter visto o advogado vomitando e passando mal na calçada também deverão ser ouvidas nos próximos dias.
O caso é investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que tenta reconstituir os últimos movimentos do advogado por meio de imagens de monitoramento, registros bancários, dados de telefonia e depoimentos. Entre os principais pontos ainda sem resposta estão a identidade do homem que o acompanhava na adega, o trajeto percorrido por Pedro nas horas que antecederam sua morte e o que provocou o mal súbito que culminou em seu falecimento.
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