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Camelôs fecham duas pistas da Avenida Atlântica em protesto contra operação Tolerância Zero na Zona Sul

Manifestação em Copacabana tem participação de vendedores em motos elétricas usadas para transportar mercadorias pela orla

Agência O Globo - 16/07/2026
Camelôs fecham duas pistas da Avenida Atlântica em protesto contra operação Tolerância Zero na Zona Sul
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Dezenas de camelôs fecharam duas faixas da Avenida Atlântica, no sentido Leme, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, no fim da tarde desta quinta-feira, em protesto contra a Operação Tolerância Zero, da Prefeitura do Rio. A manifestação começou por volta das 17h40 e é acompanhada de perto por policiais militares em motos e viaturas. Apenas uma faixa da via permanece liberada para a passagem de veículos, o que provoca retenções no trânsito da região.

A manifestação conta com dezenas de motos elétricas, utilizadas pelos vendedores para transportar mercadorias pela orla. Durante o ato, os participantes entoaram palavras de ordem como: "somos trabalhadores, não criminosos"; "sou camelô, sou seu amigo. Mexeu com eles, mexeu comigo"; "ão, ão, ão, o camelô não é ladrão", e "queremos trabalhar".

O protesto contrasta com o cenário observado pela equipe do GLOBO pouco antes, em outro trecho da praia. Em frente ao Copacabana Palace, o calçadão permaneceu sem ambulantes durante toda a tarde, sob fiscalização de agentes da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) e com policiamento ostensivo. Imagens registradas por drone mostram a orla livre de vendedores no local.

A operação Tolerância Zero começou na madrugada desta quinta-feira, com a instalação de grades nos acessos às praias da Zona Sul e o reforço da fiscalização para coibir o comércio ambulante irregular e outras infrações na orla. No primeiro dia da ação, a equipe do GLOBO mostrou como a medida alterou a rotina de Copacabana, com a retirada de vendedores de alimentos tradicionais, como milho e queijo coalho, apreensões de mercadorias e reforço da presença de agentes públicos ao longo da orla.