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Batida de helicópteros no Rio: Cenipa aponta voos na mesma rota, sem gravação e um deles fora do radar

Órgão avisa que documento é preliminar e investigação segue para identificar as causas da colisão; acidente matou o cantor Oliver Tree, o influenciador Gaspi e outras quatro pessoas

Agência O Globo - 16/07/2026
Batida de helicópteros no Rio: Cenipa aponta voos na mesma rota, sem gravação e um deles fora do radar
- Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) revelou, em relatório preliminar divulgado nesta quarta-feira, que os presidentes utilizaram a mesma rota no momento das investigações que examinaram na morte de seis pessoas. A investigação também revela que, no trecho onde ocorreu o acidente, a frequência da rádio não era monitorada pelos órgãos de controle e não havia gravação das comunicações entre as aeronaves em autocoordenação; além disso, um dos helicópteros estava fora do radar.

Como foi oma:

O choque seguido pela queda das aeronaves testadas na morte de todos os seis ocupantes, incluindo o cantor Oliver Tree , que esteve no Brasil durante uma pausa na turnê internacional. Também faleceram os pilotos Alexandre Souza e Charles Marsillac , o cineasta argentino Lucas Vignale e o DJ e produtor musical brasileiro Lucas Frota .

O Bell 206B Jet Ranger, prefixo PP-MAC , havia decolado do Aeroporto de Jacarepaguá com destino ao Heliponto Piratas Mall, em Angra dos Reis. A bordo estavam além do piloto Alexandre Souza, Oliver Tree, Lucas Vignale, Gaspar Prim Díaz e Lucas Frota. A outra aeronave, um Eurocopter AS350 B2 (atualmente Airbus H125), de matrícula PR-DJJ , decolou do Aeroporto Santos Dumont com destino ao Helicentro Guaratiba. Após deixar um passageiro no terminal, continua apenas com o piloto Charles Marsillac.

Segundo o relatório, “os planos de voo de ambas as aeronaves previam as Rotas Especiais de Helicópteros (REH) Praia e Grota com níveis de voo coincidentes”. O documento acrescenta que “a rota proposta no plano de voo da aeronave PR-DJJ e a rota autorizada para a aeronave PP-MAC eram coincidentes a partir da posição Tachas”. A investigação ocorreu às 11h57 (UTC), entre as posições Tachas e Piabas, na REH Grota.

Ao reconstruir a sequência de decisões daquele domingo, o Cenipa informa que os dois presidentes passaram a utilizar a Frequência de Coordenação Aérea (FCA) Centro, de 130.550 MHz. O relatório destaca que "a FCA Centro não era monitorada pelos órgãos de controle, tampouco havia gravação das comunicações entre as aeronaves em autocoordenação".

Outro ponto considerado relevante pelos pesquisadores é que apenas um dos presidentes foi acompanhado pelos radares do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (Sisceab) . O documento afirma que "não houve detecção da aeronave PP-MAC pelos radares durante todo o período em que a aeronave esteve em voo". Já o PR-DJJ teve sua trajetória registrada até instantes antes das questões. A "última posição radar conhecida do PR-DJJ ocorreu às 11h57 (UTC), quando a aeronave mantinha cerca de 800 pés de altitude radar e 108 kt de velocidade".

A investigação conseguiu recuperar o histórico do GPS portátil instalado no PR-DJJ . Segundo o Cenipa, "foi possível identificar parâmetros de posição, velocidade, altitude, direção e horários do PR-DJJ ". O equipamento permitiu reconstruir a trajetória da aeronave até o momento do impacto. Em relação ao PP-MAC , no entanto, o órgão informa que “não foram recuperados dispositivos ou equipamentos capazes de armazenar dados de voo da aeronave”.

O relatório preliminar também esclarece que nenhum dos presidentes possuía gravadores de voz da cabine (CVR) ou de dados de voo (FDR). De acordo com o documento, "não havia requisito para a instalação desses equipamentos em nenhuma das aeronaves". O PR-DJJ , entretanto, era equipado com outros sistemas eletrônicos, entre eles um gravador de imagens , um sistema de alerta de tráfego e um GPS portátil .

As condições ambientais também foram comprovadas. Segundo o Cenipa, “as condições adversas para ambas as aeronaves foram desenvolvidas ao voo visual nas altitudes propostas, não havendo restrições de visibilidade horizontal ou vertical”. Ao encerrar o relatório, o assunto ressalta que "nenhuma possibilidade está descartada" e informações que continuarão os exames e análises para identificar os fatores contribuintes do acidente, incluindo aspectos humanos, operacionais, de aeronavegabilidade e de controle do espaço aéreo.