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Empresário que vendeu relógio suíço Patek Philippe falso por R$ 200 mil é alvo de operação policial

De acordo com as investigações da 12ª DP (Copacabana), ele acumula passagens por estelionato, receptação, furto e ameaça

Agência O Globo - 16/07/2026
Empresário que vendeu relógio suíço Patek Philippe falso por R$ 200 mil é alvo de operação policial
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Uma operação realizada nesta quinta-feira pela 12ª DP (Copacabana) cumpriu mandatos de busca e apreensão em dois pontos na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio, ligada ao empresário André Vinícios Peralta , de 55 anos. De acordo com o delegado Ângelo Lages , titular da delegacia, ele é investigado por vender um relógio suíço da marca Patek Philippe falso por R$ 200 mil.

No Centro do Rio:

pac investigar:

— Uma perícia constatou que a caixa do relógio, de ouro branco, era verdadeira; porém, o seu maquinário era falso — disse Lages.

De acordo com as investigações, uma perícia técnica encomendada pela vítima constatou que a gravidade era da China, o que desvaloriza uma peça. Peralta foi procurado e, segundo a apuração policial, aceitou a devolução do relógio, mas não fez o reembolso. Segundo a polícia, ele afirmou à vítima ter alienado a alegria.

Natural de Belo Horizonte e morador do Rio de Janeiro, Peralta acumula passagens pela Polícia Civil fluminense desde 2004, afirmou Ângelo Lages. Entre os crimes mais graves estão furto, estelionato, receptação e apropriação indébita. Ele também respondeu por ameaça no âmbito da Lei Maria da Penha em 2009, em Búzios.

— Chamou bastante a atenção para o fato de ele ter sofrido uma busca e compreensão anteriormente, na Operação Boca Rica, quando seis empresas ligadas a esse ramo de atividade foram interditadas. Ele já foi indicado pela recepção de produtos de luxo furtados na Barra da Tijuca — afirmou o delegado.

Ainda de acordo com o policial, Peralta já foi preso duas vezes: em 2004, por mandado de prisão civil, e em 2015, por prisão preventiva por roubo. O nome do empresário também consta em ocorrências de comunicação falsa de crime, em 2023, e de crimes contra a economia popular, em 2022.

Entre as passagens por recepção, Lages destacou uma corrida em 2017, na Barra da Tijuca, quando Peralta foi indicada por comprar aliança de anéis, anéis, pulseira de rastreadores, cordão de ouro e, além disso, um relógio Rolex de ouro amarelo por meio de sua loja — a mesma empresa utilizada para fazer a venda do Patek Philippe falsificado.

Os relógios Patek Philippe custam de R$ 130 mil, para modelos básicos seminovos, a mais de R$ 50 milhões, quando oferecidos em leilões de edições limitadas históricas. Os preços — elevados por causa de sua exclusividade extrema, produção artesanal e alta complexidade mecânica — dependente da coleção, do material e da raridade.

Um relógio da marca bateu um recorde em um leilão na Suíça, em 2025. O Calendário Perpétuo referência 1518, fabricado em 1943, foi arrematado por 14,19 milhões de francos suíços — cerca de R$ 90 milhões. Apenas quatro exemplares do modelo, confeccionado em aço inoxidável, são conhecidos e o que foi leiloado foi o primeiro deles a ter sido produzido.