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Alerj na mira: MPRJ denuncia deputado Rafael Nobre, vereador e mais oito por fraude e lavagem de dinheiro
Investigação aponta que grupo teria fraudado contratos de R$ 350 milhões com as prefeituras de Magé e Japeri; Justiça determinou buscas na Alerj, na Câmara de São João de Meriti
O Ministério Público do Rio denunciou o deputado estadual Rafael Nobre (União Brasil), o vereador de São João de Meriti Julio Ricardo dos Santos Henriques , conhecido como Magrão Nobre (União Brasil), e mais oito pessoas por suposta participação em um esquema de fraudes em licitações e desvio de recursos públicos. Segundo o G1 , a acusação apresentada pelo procurador-geral de Justiça, Antônio José Campos Moreira, atribui ao grupo os crimes de organização criminosa, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e fraude em processos licitatórios.
No mesmo procedimento, o Tribunal de Justiça do Rio atendeu a um pedido do MPRJ e autorizou o cumprimento de mandatos de busca e apreensão em imóveis localizados aos investigados. As diligências alcançaram, entre outros endereços, o gabinete de Rafael Nobre na Assembleia Legislativa (Alerj) e a Câmara Municipal de São João de Meriti.
Conforme a investigação, Rafael e Magrão Nobre comandariam, nos bastidores, um conjunto de empresas que participaram de licitações públicas de forma irregular para garantir contratos com as prefeituras de Magé e Japeri, na Baixada Fluminense. O grupo é suspeito de utilizar empresas em nome de terceiros, documentos falsos e movimentações financeiras para ocultar a origem dos recursos obtidos.
As apurações apontam que as empresas ligadas ao esquema celebraram aproximadamente 45 contratos com os dois municípios, direcionados principalmente ao fornecimento de alimentação para hospitais, escolas e órgãos municipais. Juntos, esses contratos alcançam R$ 350 milhões. A denúncia, no entanto, trata especificamente de três deles.
Durante o cumprimento dos mandatos, o investigador apreendeu R$ 21 mil em espécie na residência do deputado estadual e outros R$ 45 mil na casa do vereador, conforme informado o Ministério Público.
Além da responsabilização criminal dos acusados, a Procuradoria pede que os denunciados devolvam aos cofres públicos o valor correspondente aos contratos investigados, estimado em R$ 357,9 milhões. O órgão também solicita à Justiça a perda dos mandatos de Rafael Nobre e Magrão Nobre .
Segundo o MPRJ, a atuação do grupo teria começado em 2017, quando Rafael Nobre ainda ocupava uma cadeira na Câmara Municipal de Nilópolis. Entre as empresas apontadas como membros do esquema estão Nutrifoods Refeições , Inovar Comércio e Serviços de Terceirização , King Food Alimentos e J&G Restaurante .
A reportagem não conseguiu contato com as defesas dos investigados.
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