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Turista de 17 anos desaparece no mar de Copacabana; bombeiros realizam buscas

Família de adolescente de Goiás viajou 15 horas até o Rio após jovem ser arrastado por uma correnteza durante banho de mar; procura segue com drones, embarcações e aeronave, diz grupamento

Agência O Globo - 15/07/2026
Turista de 17 anos desaparece no mar de Copacabana; bombeiros realizam buscas
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A viagem de férias ao Rio de Janeiro, planejada para conhecer alguns dos principais cartões-postais da cidade, terminou em desespero para a família de Khallew Gharetty Tomaz Carvalho, de 17 anos. Morador de Bom Jesus de Goiás–GO, o adolescente está desaparecido desde a tarde de terça-feira (data do evento), após ser arrastado pelo mar em Copacabana, em frente ao Copacabana Palace. Mais de 24 horas depois do acidente, parentes e amigos aguardam, sem notícias, enquanto o Corpo de Bombeiros mantém as buscas.

Khallew chegou ao Rio na segunda-feira acompanhado dos amigos Edson Luís de Araújo Filho, de 20 anos, e Adrian Damasceno Vieira, também de 20. Na terça-feira, o grupo visitou o Cristo Redentor e o Jardim Botânico antes de seguir para a Praia de Copacabana, onde entrou no mar por volta das 14h30.

Em entrevista ao GLOBO, por telefone, Edson contou que os três foram surpreendidos por uma forte correnteza após uma sequência de ondas e acabaram arrastados para o alto-mar. Ele afirmou que havia sinalização de bandeira vermelha na praia, indicando risco para banho, mas disse que a presença de outros banhistas na água passou a sensação de que não haveria problema.

— Estávamos os três na água. Depois de umas quatro ondas, fomos arremessados para o alto-mar. Parecia um redemoinho. Eu sei nadar e fiz muita força com as pernas. Foi assim que consegui sair. Demorei cerca de quatro minutos para conseguir voltar, sem ajuda de ninguém. Quando cheguei à areia, comecei a gritar e pedir socorro. Virei de costas e comecei a rezar. Quando olhei para trás, depois de um tempo, só vi os bombeiros e meu namorado chegando. O Khallew não foi encontrado — contou.

Operação Hawala:

Na avaliação de Edson, o início do reforço nas buscas demorou a acontecer.

— Levou uns 45 minutos para chegarem helicópteros e jet skis — disse.

Após a confirmação do desaparecimento, Adrian registrou um boletim de ocorrência na 12ª DP (Copacabana). O caso foi registrado como desaparecimento nas águas.

Angústia da família:

Enquanto aguardam notícias, os familiares enfrentaram outra longa jornada. Os pais de Khallew, assim como os dos amigos que o acompanhavam, viajaram cerca de 15 horas de carro entre Bom Jesus de Goiás e o Rio de Janeiro. Eles chegaram à capital fluminense na manhã desta quarta-feira, por volta das 8h.

As buscas seguem sendo realizadas pelo Corpo de Bombeiros com equipes do Grupamento Marítimo de Copacabana, além de drones, embarcações, botes infláveis, motos aquáticas e aeronave, informou a corporação. Até o início da noite desta quarta-feira, o adolescente ainda não havia sido localizado.

O Corpo de Bombeiros reforça que, durante o período de ressaca e mar agitado, banhistas devem respeitar a sinalização das praias e evitar entrar no mar quando houver bandeira vermelha, indicação de risco elevado para banho.