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Torcedores uruguaios são condenados por vandalismo antes de jogo da Libertadores no Rio

Crimes aconteceram em 2024, no Recreio, quando torcedores do Penãrol reagiram a ordens da Polícia Militar.

Agência O Globo - 14/07/2026
Torcedores uruguaios são condenados por vandalismo antes de jogo da Libertadores no Rio
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Dois torcedores uruguaios foram condenados por atos de vandalismo no Recreio, ocorridos em outubro de 2024, antes de uma partida do Penãrol contra o Botafogo pela Copa Libertadores da América . Bruno Nicolas Nanchez Moreira foi condenado a seis meses de prisão por crimes de lesão corporal e resistência. Já Sérgio Gabriel Silveira Balbuena foi condenado a dois meses de prisão por resistência.

A representação pela exposição foi feita pela Promotoria de Justiça, do Ministério Público do Rio , junto à 34ª Vara Criminal da Capital. Na denúncia, o órgão informou que Bruno e Sérgio, junto com outros torcedores da equipe Uruguai, se envolveram em uma confusão nas proximidades do hotel onde estavam hospedados. Com a chegada da Polícia Militar, os dois resistiram à ordem de prisão, que se agravou quando Bruno jogou uma pedra portuguesa contra um dos agentes, causando ferimentos em seu braço.

"O policial militar relatou de forma clara e segura que foi atingido por uma pedra arremessada pelo réu, reconhecimento que se deu no próprio contexto da ocorrência. Tal narrativa foi corroborada por outro policial, que confirmou que o ofendido indicou Bruno como o autor da agressão imediatamente após o fato. A palavra dos agentes públicos, quando prestada de forma harmônica e sem contradições relevantes, especialmente em juízo, sob o crivo do contraditório e da ampla defesa, possui alto valor probatório, ainda mais quando encontra respaldo em outros elementos dos autos”, destacado um dos trechos da sentença.

A confusão aconteceu nas proximidades da Praia do Pontal , no Recreio, Zona Sudoeste. À época, imagens feitas pela TV Globo mostraram coleções de homens com pedaços de madeira e barras de ferro nas mãos, lançando pedras e objetos em direção a outras pessoas. Depois de uma hora de caos, mais de 250 detidos foram levados para a Cidade da Polícia .

Os torcedores chegaram até a praia em três ônibus de turismo, que ficaram estacionados. Logo, o asfalto foi feito pelo grupo, que investiu contra veículos e pessoas. Uma moto foi incendiada e outras quatro derrubadas. Também foram danificadas barracas de praia e quiosques.

A situação começou a ser controlada quando dois carros do batalhão de choque e um de Rondas Especiais e Controle de Multidões da Polícia Militar (Recom) chegaram ao local.