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Operação Unha e Carne: mulher de policial civil é considerada peça-chave em esquema de postos de combustível, segundo PF

Luisi Pinho é apontada como testa de ferro do marido José Carlos Alves de Souza no esquema de lavagem de dinheiro por trás da fachada desse tipo de negócio

Agência O Globo - 12/07/2026
Operação Unha e Carne: mulher de policial civil é considerada peça-chave em esquema de postos de combustível, segundo PF
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Foi justamente na casa do casal Luisi Correa Pinho e José Carlos Alves de Souza Júnior , em Camboinhas, Niterói, que a Polícia Federal prendeu em flagrante o policial militar Antônio Gomes da Silva Neto , no último dia 7 de julho. Segundo o pesquisador, Silva Neto prestou serviços de segurança particulares e escolta pessoal à família, principalmente a Luisi, apontado pela Polícia Federal como testamento de ferro do marido no esquema de lavagem de dinheiro por trás das fachadas de dezenas de postos de combustíveis espalhados pela Região Metropolitana.

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De acordo com relatórios de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a organização criminosa teria movimentado R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos. A PF desenvolveu a engenharia societária do grupo, criada para desvincular os vencimentos dos dois policiais civis investigados do faturamento da rede de combustíveis.

Segundo a corporação, os inspetores da Polícia Civil José Carlos Alves e Pablo Jukia Félix Ferreira , o Pablo Russo , ambos ligados ao ex-secretário da Polícia Civil do Rio Marcus Amim , usavam-se como esposas como "laranjas". Luisi e Luana Oliveira administravam, ao menos formalmente, um conglomerado de cerca de 80 empresas, entre posições ativas e firmas inativas, segundo a investigação.

'É o fim da Paranapuan':

Para dar aparência de legalidade à movimentação de dinheiro em espécie, o grupo tinha uma figura central: o advogado Renivaldo Vieira Granja Júnior , apontado pela PF como operador administrativo do núcleo familiar. Ele apareceu como sócio-administrador das empresas registradas em nome de Luisi e Luana e, segundo a investigação, foi responsável por gerenciar a burocracia do grupo, cegar as transações e coordenar a expansão da rede.

Segundo a PF, a divisão de tarefas era clara: os policiais garantiam influência e proteção, enquanto as esposas emprestavam seus nomes e CPFs às juntas comerciais. A teia familiar incluía ainda Vitor Correa Pinho , irmão de Luisi, sócio de postos e de empresas usadas para pulverizar os ativos do grupo, como a distribuidora Purogás .