RJ em Foco

Ônibus de piso baixo serão 43% da frota da segunda fase da licitação no Rio

Modelo tem acesso no nível da calçada, o que facilita a acessibilidade dos passageiros

Agência O Globo - 11/07/2026
Ônibus de piso baixo serão 43% da frota da segunda fase da licitação no Rio
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A Prefeitura do Rio anunciou no fim desta semana a segunda fase da licitação para operar as linhas de ônibus da cidade. As propostas dos futuros operadores serão apresentadas em 28 de agosto. Estão previstos para esses cinco lotes em questão — que abarcam Bangu, Campo Grande, Guaratiba e Santa Cruz, na Zona Oeste, além de Ilha do Governador e Vila Isabel, na Zona Norte — 1.420 coletivos : 43% da frota será composta por veículos de piso baixo.

Esses modelos possuem motor instalado na parte traseira. Sua entrada fica no nível das calçadas, sem degraus, para facilitar a acessibilidade dos passageiros. No mês passado, o prefeito Eduardo Cavaliere mostrou-se nas redes sociais imagens de um coletivo de piso baixo comprado pelos vencedores da primeira etapa da licitação, referente à Zona Oeste.

Para receber esses novos coletivos, a prefeitura prepara novas etapas da Operação Asfalto Liso , que irá recuperar vias principais da cidade entre o fim deste ano e 2028. O planejamento da intervenção foi feito pela Secretaria de Conservação (Seconserva), que escolheu a Secretaria de Transportes (SMTR).

Estão previstos três modelos para compor a frota nessa nova fase da licitação: miniônibus (micro) e midiônibus (tamanho médio) — Cavaliere explica que "esses modelos não têm piso baixo" — além dos ônibus básicos, de tamanho grande, que necessariamente serão de piso baixo.

A escolha dos locais que solicitam esse último modelo tem a ver com a demanda de passageiros, assim como as características das vias em que esses veículos circularão, conforme ponderou o secretário de Transportes, Jorge Arraes.

No ano passado, O GLOBO mostrou que esse tipo de coletivo havia sua manutenção é considerada mais cara que a de um veículo convencional.