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Niterói se despede de policial civil morto durante diligência no Muquiço

Carlos Alberto Freire Neto foi velado na Câmara Municipal e cremado em Pendotiba

Agência O Globo - 10/07/2026
Niterói se despede de policial civil morto durante diligência no Muquiço
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O policial civil Carlos Alberto Freire Neto, de 35 anos, foi velado nesta quinta-feira (9) na Câmara Municipal de Niterói. O agente, morto durante um ataque a tiros na comunidade do Muquiço, em Guadalupe, na Zona Norte do Rio, era morador da cidade, pai de dois filhos e integrava, desde maio, a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). Antes disso, havia atuado na Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo e também integrou a equipe de segurança do vereador Douglas Gomes (PL). No fim do ano passado, o agente recebeu uma homenagem do vereador Renato Cariello (PDT), “em reconhecimento aos relevantes serviços prestados à segurança pública e à dedicação com que exerceu sua missão”. Carlos e mais três colegas estavam em viatura descaracterizada na comunidade do Muquiço, em Guadalupe, quando foram, segundo a Polícia Civil, atacados por traficantes.

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O plenário da Câmara recebeu familiares, amigos, policiais civis e militares, além de autoridades. Após a cerimônia, o corpo seguiu em cortejo para o Cemitério Parque da Colina, em Pendotiba, onde foi cremado.

Em razão do velório, a audiência pública sobre Doenças Raras e Pessoas Atípicas, que seria realizada na Câmara, foi cancelada e será remarcada.

Nas redes sociais, parlamentares e autoridades prestaram homenagens ao policial. O vereador Douglas Gomes afirmou que Carlos fazia parte da equipe de segurança de seu gabinete e destacou a relação de amizade construída ao longo dos últimos anos.

— Hoje, não perdemos apenas um policial. Perdemos um amigo, um irmão de caminhada. Sua esposa perde um marido, seus filhos perdem um pai e a Polícia Civil perde um profissional exemplar. Carlos foi covardemente assassinado enquanto cumpria seu dever. Sua lealdade, sua coragem e sua amizade jamais serão esquecidas — escreveu.

O vereador Daniel Marques (PL) também lamentou a morte.

— Hoje me despedi de um amigo, policial civil, que foi morto enquanto cumpria uma decisão da Justiça. O Rio de Janeiro não pode se acostumar com esse cenário. Não podemos normalizar famílias destruídas, policiais mortos e comunidades dominadas pelo medo — publicou.

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, destacou que Carlos era morador da cidade e classificou como inaceitável o cenário da violência no estado.

— Meus sentimentos à família do policial civil Carlos Alberto Freire Neto, covardemente assassinado enquanto realizava diligências. Niteroiense e pai de dois filhos, é mais uma vítima da situação absolutamente inaceitável de domínio territorial pelo crime em várias regiões do Estado do Rio — escreveu.

Em nota, a Secretaria de Estado de Polícia Civil lamentou a morte do agente e informou que Carlos ingressou na corporação em dezembro de 2023. Desde maio deste ano, atuava na Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, onde, segundo a instituição, desempenhava sua função "com dedicação, coragem e compromisso com a sociedade".

Relembre

Carlos Alberto Freire Neto morreu na quarta-feira (8) após ser baleado durante uma diligência da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense na comunidade do Muquiço, em Guadalupe, na Zona Norte do Rio. Ele e outros três policiais estavam em uma viatura descaracterizada realizando um trabalho de reconhecimento quando, segundo a Polícia Civil, foram atacados por traficantes.

O agente foi atingido na cabeça e levado ao Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, mas não resistiu aos ferimentos. Uma policial civil também foi baleada na perna, passou por cirurgia e permanece em estado estável.

Após o ataque, a Polícia Civil realizou uma operação na comunidade com apoio de equipes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). Quatro suspeitos foram presos e houve apreensão de material ilícito. A investigação sobre o caso está a cargo da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).