RJ em Foco
Parar o empresário mais nocivo do Rio é um dos caminhos para aumentar arrecadação, diz o governador Ricardo Couto
Arrecadação sobre o processamento de combustíveis no estado teve alta de 34% no primeiro mês após a operação da Polícia Federal contra o Grupo Refit, comandado por Ricardo Magro
O governador interino do Rio, desembargador Ricardo Couto, afirmou em entrevista exclusiva ao GLOBO que o empresário Ricardo Magro, à frente do Grupo Refit — dono da antiga Refinaria de Manguinhos — é o 'empresário mais nocivo' do estado. Magro é considerado um dos maiores devedores de ICMS do Rio e São Paulo e é alvo de prisão da Polícia Federal, que já colocou seu nome na Difusão Vermelha da Interpol, a lista dos mais procurados do mundo.
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Unha e carne:
— Eu tenho que 'matar' o empresário mais nocivo do Rio, que todos nós sabemos: Ricardo Magro. Ele não bota o pé no Brasil porque sabe que vai ser preso — disse o governador interino.
Segundo Couto, o afastamento de Magro do setor teve um efeito direto sobre o abastecimento de combustível no estado, hoje marcado, segundo ele, por adulteração e sonegação.
— Ao tirar ele, o abastecimento com combustível limpo, não adulterado e sem sonegação volta ao mercado fluminense — completou.
O secretário de Fazenda, Guilherme Mercês, presente à entrevista, citou um aumento de 34% na arrecadação sobre o processamento de combustíveis no último mês, após a deflagração da Operação Sem Refino, iniciada pela Polícia Federal contra a Refit no dia 15 de maio.
O comentário sobre o empresário surgiu quando o governador interino explicava sua estratégia para gerar receita ao estado, dentro de uma meta de corte de R$ 5 bilhões em despesas até o fim do ano.
— Então, eu tenho que botar uma meta de R$ 5 bilhões, e o secretário vai falar: 'é impossível'. Isso é problema seu, não é meu. Corre atrás — brincou o governador, em referência a Mercês.
Entre as medidas para equilibrar as contas do estado, Couto citou a adesão ao Propag, programa federal de renegociação de dívidas com a União, além da renegociação de empréstimos privados. Uma delas prevê o repasse desses contratos ao Banco Mundial, com juros mais baixos.
— Aí veio a ideia do Banco Mundial, de fazer o repasse desses empréstimos para o Banco Mundial com juros bem menores, que é o que a gente está fazendo — afirmou.
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