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Justiça mantém prisão de Márcio Canella após audiência de custódia

Político foi preso em flagrante por posse ilegal de arma durante operação da Polícia Federal; um fuzil foi encontrado em seu veículo, mas ele nega ser o proprietário.

Agência O Globo - 08/07/2026
Justiça mantém prisão de Márcio Canella após audiência de custódia
Márcio Canella - Foto: Reprodução / Instagram

A Justiça manteve a prisão de Márcio Canella, preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo durante a 6ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada na terça-feira pela Polícia Federal. Após passar por audiência de custódia e ter a prisão ratificada, Canella será transferido para o Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio, unidade conhecida como Bangu 8. As informações são do site g1.

Segundo a Polícia Federal, um fuzil foi encontrado no veículo do investigado durante o cumprimento da operação. Canella, no entanto, afirmou que a arma não lhe pertencia.

O Presídio Pedrolino Werling de Oliveira já abrigou outros presos de repercussão. Antes de ser transferido para um presídio federal em Brasília, o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil) também ficou custodiado na unidade.

Entenda por que Márcio Canella foi preso pela PF; ex-prefeito é pré-candidato ao Senado apoiado por Flávio Bolsonaro.

Em mais uma etapa da Operação Unha e Carne, que apura a ligação de agentes públicos com organizações criminosas, a Polícia Federal prendeu, na quarta-feira, o ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, Márcio Canella, por porte ilegal de arma de uso restrito. O político foi flagrado com um fuzil na mala do carro. A sexta fase da investigação visa a desarticular uma quadrilha suspeita de usar postos de gasolina para lavar dinheiro. O delegado Marcus Amim, ex-secretário de Polícia Civil do Rio, também é investigado.

A prisão de Canella provocou um novo abalo na montagem do palanque do senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no Rio. Apontado pela federação União Brasil-PP como candidato ao Senado com o aval de Flávio, Canella tornou-se o segundo nome da chapa atingido por uma investigação da PF em menos de dois meses. Nos bastidores, dirigentes do PL afirmam que a federação deve recuar da indicação e apresentar um substituto.

A avaliação entre aliados do presidenciável é que a permanência de Canella ficou politicamente insustentável. Embora a decisão caiba à federação, interlocutores de Flávio afirmam que insistir na candidatura significaria impor mais um desgaste a uma chapa que já passou por sucessivas mudanças.