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Saiba quem é o chefe do tráfico do Muquiço, favela onde policiais civis foram baleados
Bruno da Silva Loureiro, o Coronel do Muquiço, foi preso no mês passado, enquanto estava internado no Hospital Ronaldo Gazolla, em Acari
Um intenso tiroteio que fechou a Avenida Brasil e deixou dois policiais civis feridos, na manhã desta quarta-feira, ocorreu na comunidade do Muquiço, em Guadalupe, uma área dominada pelo Terceiro Comando Puro (TCP). A região tem como principal chefia criminosa Bruno da Silva Loureiro, de 43 anos, conhecido como Coronel do Muquiço, preso no mês passado no Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, onde estava internado para tratar uma infecção.
Chefe do tráfico na comunidade que fica entre Guadalupe e Deodoro, ele é acusado de ordenar execuções, controlar territórios do TCP e figura em investigações de crimes marcados pela extrema violência. Entre os crimes atribuídos a ele está o homicídio de uma jovem que foi assassinada após se recusar a sair com um traficante durante um baile funk em Senador Camará, em agosto do ano passado.
Segundo parentes e a investigação da Polícia Civil, a jovem participava da festa quando foi abordada por um criminoso ligado ao tráfico. Após a recusa, teria sido retirada do local por traficantes, espancada e torturada. Horas depois, seu corpo foi abandonado na porta da casa onde morava, na Vila Aliança. Ela chegou a ser levada ao Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, mas já estava morta.
O crime provocou forte comoção. A família afirmou que Sther não tinha qualquer envolvimento com atividades criminosas e vivia um momento de conquistas pessoais. A jovem estava tirando a carteira de habilitação, planejava se mudar para um novo apartamento e sonhava em constituir família. Nas redes sociais, a irmã relatou que havia ajudado Sther a se arrumar para o baile poucas horas antes do assassinato e afirmou que a família recebeu o corpo desfigurado pelas agressões. A Polícia Civil investiga se Bruno Loureiro foi o mandante do crime.
O traficante também é apontado como responsável por determinar a execução de uma mulher que foi atraída para fora do Complexo da Penha e levada até o Recreio dos Bandeirantes, onde o homicídio foi cometido. Foi justamente esse inquérito que levou os investigadores a identificar a participação de Michael Johnny Vianna de Azevedo, ex-assessor do deputado estadual Val Ceasa, durante uma operação do Ministério Público do Rio (MPRJ) que apura a ligação de agentes públicos com o TCP.
Segundo a Polícia Civil, Michael teria realizado uma transferência bancária relacionada ao pagamento prometido pela execução. Ele foi indiciado por sequestro e cárcere privado, homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
Bruno Loureiro acumula anotações por homicídio, tráfico de drogas, roubo, lesão corporal, receptação, porte ilegal de arma e associação criminosa, segundo as forças de segurança. A ocorrência foi registrada na 39ª DP (Pavuna), e o policiamento permaneceu reforçado nos arredores do Hospital Ronaldo Gazolla após a captura.
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