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Quem é Márcio Canella, alvo da sexta fase da Operação Unha e Carne da PF

Ele foi prefeito de Belford Roxo e é pré-candidato ao Senado

Agência O Globo - 07/07/2026
Quem é Márcio Canella, alvo da sexta fase da Operação Unha e Carne da PF
Márcio Canella

Alvo da Polícia Federal , nesta terça-feira, que mira uma organização criminosa suspeita de usar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio para lavar dinheiro, Márcio Correia de Oliveira, o Márcio Canella (União Brasil), de 49 anos, foi eleito prefeito de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, em 2024. No início deste ano, ele renunciou ao cargo para concorrer ao Senado.

Com participação de agentes públicos:

Oposição cobra transparência:

A vida política de Canella começou em 2012, quando foi eleito vereador de Belford Roxo. Dois anos depois, elegeu-se deputado estadual pelo Rio de Janeiro. Em 2016, foi eleito vice-prefeito de Belford Roxo. Dois anos depois, foi reelegeu como deputado estadual.

Nas redes sociais, Canella se interessou por polêmica ao postar vídeos nos quais denunciava milicianos de Belford Roxo. Num deles, afirmou que os paramilitares montaram um esquema para cobrar taxas via Pix de moradores. Ele disse ter recebido denúncias de comerciantes. Segundo Canella, os criminosos estariam distribuindo cartões com o número para o dinheiro ser depositado. Ele declarou ainda ter denunciado o caso ao Ministério Público do Rio e à Polícia Civil.

Carta dominó:

Anteriormente, ele havia relatado um miliciano conhecido como Lobinho, que atuava em condomínios do programa Minha Casa, Minha Vida em Belford Roxo. Na ocasião, relatou-se que o grupo comandado por Lobinho mandou desligar a água do Condomínio San Marino, no Bairro das Graças, para forçar os moradores a pagar propina. A denúncia dos moradores foi feita por meio do serviço chamado “Linha Direta com Canella”, que permite enviar mensagens de WhatsApp direto para a prefeitura.

O então prefeito também usou as redes para rebater supostos recados de violações que atuam em Belford Roxo. Ele publicou um vídeo para contestar uma mensagem sobre a suposta homologação de entrada no bairro Nova Aurora. O conteúdo, atribuído a um grupo criminoso identificado como “Bonde dos Crias”, dizia que veículos de aplicativo não poderiam acessar a região.

Orla à deriva:

Na época da denúncia, Canella afirmou que já havia acionado a Secretaria de Segurança, a Secretaria de Ordem Pública e o comando do 39º BPM (Belford Roxo) para garantir a livre circulação de motoristas por toda a cidade.