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Tolerância Zero: prefeitura terá controle de acesso 24h de ambulantes irregulares do Leme ao Leblon a partir do dia 16

Dois imóveis são desapropriados para criação de depósitos para os camelôs cadastrados. Estratégia para tentar ordenar as atividades após O GLOBO revelar o caos na orla.

Agência O Globo - 07/07/2026
Tolerância Zero: prefeitura terá controle de acesso 24h de ambulantes irregulares do Leme ao Leblon a partir do dia 16

O prefeito anunciou, nesta terça-feira, uma nova estratégia de ordenamento das atividades de comércio ambulante na Orla do Rio, destacando que não se trata de uma operação, mas de uma política continuada de Tolerância Zero . A fiscalização permanente traz no dia 16, na próxima semana, cobrindo um trecho que vai do Leme ao Leblon, incluindo Copacabana, Ipanema e Arpoador. Haverá fiscalização diária, 24 horas por dia, com patrulhamento ostensivo, pontos com controle de acesso, atuação preventiva, apreensão de mercadorias irregulares e combate aos depósitos clandestinos. A medida é adotada em meio a queixas de desordem, incluindo o uso de caixas de som durante a noite, como mostrado reportagens de O GLOBO .

— um Será programa de política continuada de tolerância zero . Não será uma operação.

Orla à deriva:

Leme e Copacabana:

Em decreto publicado nesta quinta, dois imóveis foram desapropriados pela prefeitura para a criação de depósitos para ambulantes regulares. Eles estão localizados na Rua Teixeira de Melo, 95, Ipanema, e na Rua Miguel Lemos, 76, Copacabana. Segundo o prefeito, os dois imóveis estão vazios.

O programa estabelece diretrizes para o trabalho integrado dos órgãos municipais responsáveis ​​pela fiscalização e reúne ações permanentes para coibir ocupações irregulares e garantir o cumprimento das regras de uso do espaço público.

A operação prevê o uso de 138 agentes da Secretaria Municipal de Ordem Pública, que atuarão 24 horas por dia, em duplas e em turnos de 12 horas. A ideia é impedir a instalação de carrinhos e o fornecimento de mercadorias para ambulantes clandestinos.

Pedido de ordenamento 'à altura do seu principal ativo turístico':

Para a execução do plano, a prefeitura mapeou 69 pontos de acesso à orla. Cada dupla de fiscais terá responsabilidade pelo monitoramento do entorno. Só em Leme e Copacabana, serão 30 pontos de controle, que se estendem, por exemplo, pela Avenida Princesa Isabel, Rua Miguel Lemos e Praça do Lido. Ipanema terá 21 equipes e o Leblon, outras 15, enquanto o Arpoador contará com mais três.

O modelo toma como base a premissa de que uma ocupação mais eficaz desestimule o comércio irregular. Ainda assim, cada região seguirá uma estratégia conforme a realidade local.

O mais famoso do Brasil:

No início do ano, quando o forte calor do verão atraiu multidões para o Arpoador, inclusive de madrugada, a decisão tomada fechar foi a Pedra do Arpoador ao público entre 21h e 4h. Entre 21h e 23h, os agentes atuam na retirada de banhistas que permanecem no local.

Em maio, o município também passou a usar drones para monitorar o entorno do Saara e da Rua Uruguaiana. Na semana passada, foram anunciadas ações para ordenar o entorno da Escadaria Selarón, na Lapa.

Patrimônio:

Orla à deriva:

Série de reportagens do GLOBO mostrou a desordem na orla de Copacabana, com circulação de ciclomotores na ciclovia e no passeio, venda ilegal de bebidas, e utilização de caixas de alta potência. O mesmo acontece em Ipanema, que começa a dar sinais de “copacabanização”.

Cada vez mais, camelôs se espalham pela orla da praia, especialmente no trecho da Avenida Vieira Souto, entre o Arpoador e a Rua Garcia D'Ávila, muito frequentada por turistas. No calçadão recém-tombado, a maior concentração de vendedores irregulares é junto à estátua do maestro Tom Jobim, próximo ao cancelamento de entrada do Arpoador, que, aliás, ganhou um respiro no início do ano com a proibição de acesso à Pedra a partir das 21h.

Cartão postal:

Carrocinhas de bebidas, que têm como carro-chefe a caipirinha — vendidas entre R$ 20 a R$ 50, dependendo do tamanho do copo — proliferam no calçadão de Ipanema. A elas se somam camelôs que oferecem churrasquinho, açaí, milho-verde, coco, cangas, biquínis, camisetas, lembranças do Rio e artesanato. Nas redes sociais, até um barbeiro é visto cortando o cabelo de um banhista entre os postos 7 e 8. Também não faltam vendedores de chapéus, com preços variando entre R$ 70 a R$ 150.