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PF mira Rodrigo Bacellar, Adilsinho e Márcio Poncio em nova fase da Operação Unha e Carne
A quinta fase da operação aprofunda as investigações sobre uma suposta rede de vazamento de informações sigilosas que teria beneficiado integrantes do Comando Vermelho
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira, quinta fase da Operação Unha e Carne, que investiga um suposto esquema de vazamento de informações sigilosas sobre ações policiais contra o Comando Vermelho (CV). Ao todo, 14 pessoas são alvo da operação, entre eles o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) Rodrigo Bacellar , o contraventor Adilsinho e o pastor Márcio Poncio . As informações iniciais foram divulgadas pela GloboNews.
Márcio Poncio é pai de Sarah Poncio , deputado estadual. Ele está ligado à indústria do cigarro, que é o ramo do Adilsinho.
Esta é a quinta etapa da investigação conduzida pela Polícia Federal. Nas fases anteriores apuraram uma suposta rede de proteção que teria permitido o repasse de informações sigilosas sobre operações contra o Comando Vermelho, comprometendo ações policiais e beneficiando integrantes da facção. Segundo o investigador, os vazamentos continham diligências frustradas, possibilitando a destruição ou ocultação de provas.
As primeiras fases da Operação Unha e Carne foram deflagradas entre dezembro de 2025 e março deste ano. Na primeira etapa, Rodrigo Bacellar, então presidente da Alerj, tornou-se alvo da investigação sob suspeita de repassar informações sigilosas da Operação Zargun, que mirava o Comando Vermelho. De acordo com a Polícia Federal, o principal beneficiado pelo suposto vazamento seria o ex-deputado Thiego Raimundo de Oliveira Santos , conhecido como TH Joias, apontado como articulador político da facção e preso durante a agressão.
Ainda em dezembro de 2025, a investigação avançou para a segunda fase e passou a apurar a origem dos supostos vazamentos. Na ocasião, a Polícia Federal prendeu preventivamente o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto , do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2). Segundo o pesquisador, o magistrado teria repassado informações sigilosas ao Bacellar, que posteriormente as transmitiria ao TH Joias. A PF afirma ter reunido mensagens, registros de ligações e outros elementos que apontaram para uma relação próxima entre os dois.
A terceira fase da operação foi deflagrada em março deste ano. Rodrigo Bacellar voltou a ser preso, desta vez em sua residência, em Teresópolis , na Região Serrana do Rio. A medida foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes após a cassação de seu mandato pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no âmbito do caso Ceperj , e depois da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Na ocasião, uma investigação passou a ser envolvida também no contexto da ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas, por envolver possíveis impactos sobre a atuação do Estado no combate ao crime organizado.
Em maio, a quarta fase da Operação Unha e Carne ampliou o foco das investigações e passou a apurar um suposto esquema de fraudes em contratos da Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro. A Polícia Federal cumpriu sete mandatos de prisão e 23 de busca e apreensão na capital e nos municípios de Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a corporação, as apurações apontaram para direcionamento de contratos para aquisição de materiais, contratação de serviços e realização de obras de reforma em escolas estaduais. As empresas beneficiadas foram previamente selecionadas e manteriam vínculo com a organização criminosa investigada.
Em atualização.
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