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Herdeiros da Princesa Isabel que brigam por palácio em Petrópolis 'não representam as tradições', diz Casa Imperial
Príncipe ficou trancado para fora do imóvel e precisou acionar a Justiça para retornar à moradia neste mês
Em meados deste mês, o Palácio do Grão-Pará, em Petrópolis, foi palco de uma disputa familiar entre os herdeiros da antiga Família Imperial do Brasil. O Príncipe Dom Pedro Tiago de Orleáns e Bragança — batizado desta maneira — acabou , onde mora, e acionou a Justiça contra a Companhia Imobiliária de Petrópolis, empresa da família que tem o pai como diretor, para conseguir retornar ao imóvel. Após o ocorrido, a Casa Imperial do Brasil divulgou uma nota nesta quinta-feira, apontando que os herdeiros envolvidos no caso "não representam" as "tradições do Império e o ideal monárquico brasileiro". O país é uma República desde 1889.
Barraco real:
Herdeiros em conflito:
"Em vista do lamentável ocorrido em Petrópolis, Rio de Janeiro, recentemente noticiado pela imprensa, esclarecemos que os envolvidos nesse episódio — um residente no Palácio do Grão-Pará e os administradores da Companhia Imobiliária de Petrópolis — são descendentes da Princesa Dona Isabel que foram afastados da sucessão dinástica há mais de um século", diz trecho do posicionamento.
Ainda segundo o texto, esses herdeiros da Coroa "têm pouco ou nenhum contato com o Príncipe Dom Bertrand de Orleáns e Bragança" — bisneto da Princesa Isabel, chefe da Casa Imperial do Brasil —, "seus irmãos e sobrinhos".
Zona Oeste do Rio:
A Casa Imperial também destacou que Dom Bertrand, irmãos e sobrinhos não são proprietários da companhia, tampouco recebem laudêmio, que "são percebidos integralmente pela Companhia Imobiliária de Petrópolis e repassados aos seus associados".
Em 11 de maio, a 2ª Vara Cível da Comarca de Petrópolis concedeu liminar e determinou a expedição do mandado de reintegração de posse a favor de Dom Pedro Tiago, determinando que a ré Companhia Imobiliária de Petrópolis desocupasse o palácio.
Acidente na Zona Sudoeste:
Paralelamente, outro caso envolvendo a companhia foi parar na Justiça: a disputa pela Casa da Princesa Isabel, também na cidade imperial. No caso, a Companhia Imobiliária de Petrópolis é autora da ação ajuizada em 28 de maio também na 2ª Vara Cível de Petrópolis.
A empresa pede a reintegração de posse do segundo andar do imóvel, ocupado por Maria Cristina Schmidt Peçanha de Orleáns e Bragança e Francisco Theodoro Peçanha de Orleáns e Bragança, ex-mulher e filho de Francisco Humberto de Bourbon de Orleáns e Bragança, sócio da companhia. De acordo com o pedido feito à Justiça, Francisco Humberto recebeu em comodato (empréstimo gratuito) o imóvel, do qual saiu após a separação da esposa. A proposta é da cobrança de um aluguel de R$ 2,5 mil aos ocupantes do imóvel.
Ligação do Rio com São Paulo:
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