RJ em Foco
Irmã de Juliana Marins relembra acidente no vulcão e fala sobre saudade um ano após a morte
Jovem de 26 anos morreu após cair de um penhasco durante trilha no Monte Rinjani, na Indonésia
Mariana Marins, irmã de Juliana Marins, fez um desabafo nas redes sociais ao lembrar o primeiro ano do acidente que resultou na morte da jovem. Em uma publicação, ela relembrou os momentos iniciais após receber a notícia e contou que, exatamente às 21h30 do dia 20 de junho do ano passado, recebeu a mensagem de uma turista que havia passado pelo vulcão e tinha informações sobre Juliana.
Mariana também falou sobre a saudade da irmã e disse que, mesmo um ano após a morte, ainda sente vontade de enviar mensagens para contar acontecimentos do cotidiano.
Em vídeo publicado no Instagram neste domingo, Mariana relatou a sensação de reviver aquele momento.
"Ontem foi uma sensação estranha. Quando deu 21h30, minha cabeça voltou para o ano passado. Foi nesse horário, no dia 20 de junho, que recebi uma mensagem de uma turista que estava passando pelo vulcão e soube do que estava acontecendo com a Juliana", lembrou.
Ela contou ainda que a vontade de conversar com a irmã tem sido frequente.
"Foi muito doido, porque justamente naquele horário senti vontade de mandar uma mensagem para ela, algo que tenho sentido com frequência ultimamente, para contar o que está acontecendo. Quando acontece alguma coisa, penso: ‘Ah, isso eu tenho que mandar para a Juliana’. E foi nesse momento que me veio a lembrança daquele 20 de junho do ano passado", relatou.
Relembre o caso
A queda de Juliana Marins ocorreu em junho do ano passado, enquanto ela realizava uma caminhada no Monte Rinjani, o segundo vulcão mais alto da Indonésia. O acidente aconteceu no trecho conhecido como Cemara Nunggal, considerado um dos pontos de maior risco da trilha, a uma altitude superior a 2.600 metros.
Entenda
As condições do local, marcado por baixa visibilidade e terreno irregular, dificultaram a operação de busca e resgate. Seis equipes especializadas e duas aeronaves foram mobilizadas durante quatro dias para localizar Juliana.
O corpo da jovem foi encontrado em uma encosta quatro dias após a queda. Para o resgate, precisou ser içado antes de ser trasladado de volta ao Brasil. Após a operação, o Parque Nacional do Monte Rinjani foi temporariamente fechado para turistas.
O caso provocou grande mobilização nas redes sociais em todo o Brasil. Familiares e amigos buscavam informações e apoio logístico para acompanhar as operações de resgate na Indonésia.
Semanas depois da confirmação da morte de Juliana, a Prefeitura de Niterói batizou com o nome da jovem o mirante e a trilha da Praia do Sossego, em Camboinhas, na Região Oceânica. À época, o município informou que a mudança foi uma homenagem à memória de Juliana e ao amor que ela tinha pelo local, segundo relato da família.
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