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Acusado de matar militar durante comemoração do Dia dos Namorados é condenado a 36 anos de prisão

Lucas Dias Santos estava com a namorada em boate na Zona Oeste do Rio quando o casal foi atacado por Dayan Carvalho de Araújo

Agência O Globo - 19/06/2026
Acusado de matar militar durante comemoração do Dia dos Namorados é condenado a 36 anos de prisão
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O II Tribunal do Júri da Capital condenou, na última quarta-feira, Dayan Carvalho de Araújo a 36 anos e 8 meses de reclusão. Ele era acusado do assassinato do militar Lucas Dias Santos e da tentativa de homicídio contra sua noiva, Verônica Ketelen Junqueira Penha. O crime ocorreu na madrugada de 13 de junho de 2022, quando o casal deixava uma boate em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, após comemorar o Dia dos Namorados.

Lucas e Verônica decidiram deixar o local após uma discussão no estabelecimento, na qual as vítimas não tiveram envolvimento, segundo testemunhas. De acordo com a denúncia do Ministério Público, Dayan era uma das pessoas mais exaltadas durante a briga e acabou sendo expulso por seguranças. Ele teria decidido se vingar e, pouco depois, quando Lucas e Verônica já haviam saído da boate e estavam dentro de seu veículo, foram surpreendidos pelos disparos.

Segundo as investigações, Dayan não tinha registro no Sistema Nacional de Armas e, antes de entrar na boate, havia acautelado a própria pistola com a segurança do estabelecimento, retirando-a para cometer o crime. Relatos apontam que ele atirou até esgotar a munição, recarregou a pistola e continuou disparando.

O militar, que estava ao volante do carro, foi atingido e não resistiu aos ferimentos. Mesmo baleada diversas vezes, a noiva conseguiu assumir a direção do veículo e dirigir até o Hospital Municipal Rocha Faria. Lucas morreu após dar entrada na unidade. Verônica tem até hoje projéteis alojados no corpo, que provocam dores crônicas.

"A vítima ouvida em juízo durante a Sessão Plenária foi peremptória em seus termos acerca da devassa emocional decorrente do evento, revelando traumas e cicatrizes — físicas e emocionais — que perduram até a atualidade, cerca de 4 anos após o fato", escreveu o juiz Renan de Freitas Ongaratto na sentença.

Durante o julgamento, a defesa de Dayan tentou invalidar o depoimento da vítima sobrevivente, alegando que se tratava de "falsas memórias" de Verônica. Os jurados, no entanto, recusaram a tese e confirmaram que ele foi o autor dos dois delitos.

A condenação totalizou 36 anos e 8 meses de prisão, sendo 23 anos e 4 meses pelo homicídio qualificado de Lucas Dias Santos e 13 anos e 4 meses pela tentativa de homicídio qualificado de Verônica Ketelen. A sentença também determinou que ele cumprirá a sentença em regime inicial fechado.