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Seminário reunirá gerações de sambistas para debater a força das rodas de samba

Programação terá nomes como Nei Lopes, Teresa Cristina, Moacyr Luz, Sereno, Aline Calixto e Marquinhos de Oswaldo Cruz, além de pesquisadores, gestores e especialistas

Agência O Globo - 19/06/2026
Seminário reunirá gerações de sambistas para debater a força das rodas de samba
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O som das batucadas dará lugar à voz dos sambistas durante três dias, no Palácio Gustavo Capanema, no Centro, e no Clube Renascença, no Andaraí. Desta vez, eles assumem os microfones não para cantar, mas para debater a importância das rodas de samba no 1º Seminário Nacional das Rodas de Samba.

O evento propõe uma reflexão sobre temas como economia criativa, patrimônio cultural, memória, participação social, ocupação dos espaços públicos e desenvolvimento territorial.

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As conferências vão reunir sambistas de diferentes gerações, como Nei Lopes, Teresa Cristina, Moacyr Luz, Sereno, Dorina, Marquinhos de Oswaldo Cruz, Aline Calixto e Marina Iris, entre outros. Também participarão pesquisadores, gestores públicos e lideranças culturais.

O encontro será aberto na manhã de segunda-feira, no Palácio Gustavo Capanema, pelo secretário-executivo do Ministério da Cultura, Márcio Tavares.

— A presença de mestres e mestras que ajudam a construir a história do samba brasileiro confere a este debate a legitimidade necessária para orientar ações que fortaleçam a memória, a sustentabilidade econômica, a participação social e o desenvolvimento cultural dos territórios — afirmou Tavares.

Márcio Tavares destacou ainda que o Ministério da Cultura reconhece as rodas de samba como patrimônios vivos da cultura brasileira. Para ele, o encontro representa um marco na construção de políticas públicas voltadas ao samba e às culturas populares, ao reunir algumas das maiores referências do país para refletir sobre os desafios e o futuro dessas manifestações.

Ao longo dos três dias — os dois primeiros no Palácio Capanema e o último no Clube Renascença —, a programação será organizada em eixos de debate sobre economia do samba, sustentabilidade e economia criativa das ruas; memória, identidade, território e patrimônio; inovação e novas gerações; articulação cultural e movimento; além de políticas públicas, controle e participação social.

Além dos sambistas, as conferências reunirão representantes do Ministério da Cultura, da Funarte, do Iphan e de instituições parceiras.

Como não poderia deixar de ser, o encerramento, na quarta-feira, no Clube Renascença, seguirá o tom que o sambista mais aprecia: uma noite cultural com roda comandada por Marcelinho Moreira, em homenagem à Tia Surica.

Durante o dia, o clube também receberá debates sobre políticas públicas, controle e participação social, além de uma mesa inspiradora e uma feijoada.