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Ex-vereador é investigado por suspeita de esconder drogas e armas de Peixão em comitê eleitoral
Ulisses Marins é um dos alvos de operação que apura a suposta ligação de agentes políticos com integrantes do TCP
O ex-vereador Ulisses Marins é investigado pela Polícia Civil sob suspeita de esconder armas e drogas da quadrilha do traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão, em um imóvel que funcionava como seu comitê eleitoral.
De acordo com documento encaminhado pela Promotoria de Investigação Penal da Penha e de Irajá à delegacia responsável pelo caso, Marins utilizaria o local para armazenar materiais ilícitos do grupo criminoso. A informação chegou aos órgãos públicos por meio de denúncia enviada ao Disque Denúncia.
Peixão é apontado como um dos principais chefes do Terceiro Comando Puro (TCP) e exerce influência em Parada de Lucas e no Complexo de Israel, na Zona Norte do Rio de Janeiro. O ex-vereador está entre os alvos da operação deflagrada nesta quinta-feira, que investiga a ligação de agentes políticos com integrantes da facção.
Suspeita de esconderijo
No registro feito na delegacia, consta que Peixão teria financiado a campanha de Marins para vereador e que os dois manteriam laços estreitos. A ocorrência foi registrada em fevereiro deste ano, após requisição de uma promotora do Ministério Público do Rio de Janeiro.
Entenda a operação
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) cumpre, nesta quinta-feira, 14 mandados de busca e apreensão contra o deputado estadual Val Ceasa, o ex-vereador Ulisses Marins, atualmente servidor municipal, e o ex-assessor parlamentar Jair de Mendes. Eles são investigados por suspeita de envolvimento com o TCP.
Os mandados são cumpridos no gabinete do parlamentar na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), além de endereços na Ceasa, na capital fluminense e no Espírito Santo.
Operação na Alerj mira deputado Val Ceasa
Segundo o MPRJ, a investigação começou após surgirem indícios de que os agentes públicos teriam procurado a Polícia Militar para obter informações sobre uma operação sigilosa que previa a demolição de imóveis ligados à facção em Parada de Lucas, no Complexo de Israel.
Os investigadores apontam que os suspeitos teriam usado a influência dos cargos para alegar que os imóveis seriam destinados à prestação de serviços sociais, versão que não foi confirmada pelas apurações. A operação acabou sendo adiada.
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