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Namorada de Oliver Tree pede respeito após morte do artista em acidente no Rio

Fiona Chernavskaya rebateu especulações sobre a vida amorosa do cantor e pediu solidariedade às demais vítimas da colisão entre helicópteros no Recreio dos Bandeirantes

Agência O Globo - 17/06/2026
Namorada de Oliver Tree pede respeito após morte do artista em acidente no Rio
Oliver Tree - Foto: Reprodução / Instagram

A namorada de Oliver Tree, Fiona Chernavskaya, se manifestou pela primeira vez desde a morte do cantor norte-americano em um acidente de helicóptero no Brasil. Em publicação nas redes sociais, na manhã desta quarta-feira, ela pediu respeito ao luto e rebateu comentários sobre “qualquer outra mulher com quem Oliver pudesse estar se envolvido”.

Fiona afirmou que a última coisa que precisa neste momento são especulações sobre a vida amorosa do artista. Segundo ela, os dois vivem uma relação monogâmica e mantêm o relacionamento de forma “muito íntima”. Ela também agradeceu as mensagens de carinho e apoio recebidas desde a tragédia e pediu que o público demonstrasse solidariedade às outras pessoas afetadas pelo acidente.

"Neste momento, estou de luto pelo meu parceiro e melhor amigo. Qualquer outra coisa não importa. Por favor, tenha um pouco de respeito", escreveu Fiona.

Em outra publicação, em formato de carrossel no Instagram, ela homenageou Oliver e lembrou uma frase que, segundo ela, foi dita pelo cantor durante a discussão entre os dois: “Você sempre me dizia, quando discutimos, que, se as coisas não fossem certas nesta vida, você me encontraria na próxima”.

Uma manifestação ocorreu em meio a comentários de internautas sobre a vida amorosa de Oliver. Em uma das principais respostas à publicação, um usuário escreveu: “Meu Deus, quantas namoradas ele tinha”. A fala teria motivada o pedido de respeito feito por Fiona.

Ex-namorada de Oliver, a cantora Melanie Martinez reagiu mais rapidamente à notícia do acidente. Quando os primeiros relatos sobre a queda vieram à tona, ela publicou estar “absolutamente destruída”.

Oliver Tree morreu no último domingo, junto com outras cinco pessoas, após a participação de dois helicópteros no céu do Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. As aeronaves caíram na Avenida das Américas, no trecho entre as ruas Beth Lago e Rivadávia Campos. Não houve sobreviventes.

Como foi omia?

Entre as vítimas estavam, além de Oliver Tree, o produtor argentino Lucas Vignale, o influenciador argentino Gaspar Prim Díaz, conhecido como Gaspi, o DJ e produtor musical brasileiro Lucas Frota, e os pilotos Alexandre Souza e Charles Marsillac. O caso é investigado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro e pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

O helicóptero Bell 206B Jet Ranger, de prefixo PP-MAC, decolou do Aeroporto de Jacarepaguá, também na Zona Oeste do Rio, às 8h51. O destino era o Heliponto Piratas Mall, em Angra dos Reis, na Costa Verde. A aeronave tinha capacidade para um piloto e cinco passageiros, mas viajava com um assento vago.

A bordo estavam o piloto Alexandre Souza; Oliver Tree, que esteve no Rio durante uma pausa em sua turnê internacional; o cineasta argentino Lucas Vignale; Gaspar Prim Díaz; e Lucas Frota.

A outra aeronave envolvida no acidente foi um Eurocopter AS350 B2, atualmente designado como Airbus H125 e popularmente conhecido como Esquilo, de matrícula PR-DJJ. Fabricado em 2012, o helicóptero tinha capacidade para até cinco pessoas. Ele havia deixado um passageiro no Aeroporto Santos Dumont, no Centro, às 8h46, e seguiu para o Helicentro Guaratiba, na Zona Oeste.

No Esquilo, era apenas o piloto Charles Marsillac. Ele mantinha ligação com a música e se apresentou nas redes sociais como “piloto de helicópteros” e compositor.

Segundo informações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), os dois helicópteros estavam em situação normal de aeronavegabilidade. Os pilotos também eram experientes.

Pouco antes das 9h, as aeronaves se chocaram no ar e caíram na Avenida das Américas. Após a investigação, o helicóptero Esquilo PR-DJJ caiu no estacionamento de uma coleção de carros elétricos da BYD, provocando incêndio e destruição de 13 veículos. As chamas se espalharam rapidamente pelas baterias dos carros estacionados no local, causando detonações secundárias e uma densa nuvem de fumaça preta, visível a quilômetros de distância.

A outra aeronave caiu a mais de 100 metros, sobre dois carros no mesmo estacionamento, e não explodiu. A violência do impacto ficou com pedaços das fuselagens por um raio superior a 100 metros. A cauda de uma das aeronaves, por exemplo, foi lançada até o terraço de um edifício residencial vizinho.

O Corpo de Bombeiros foi acionado minutos após a discussão. O incêndio foi destruído por 45 militares e 15 viaturas da corporação. O local foi isolado, e a Polícia Civil cometeu perícia na área da tragédia.

Durante o trabalho pericial, foram encontradas câmeras fotográficas e filmadoras entre os pertences dos passageiros. Os equipamentos provavelmente pertenceram a Oliver Tree e aos amigos que o acompanharam na viagem.

Os investigadores do Cenipa realizaram a ação inicial da ocorrência, coletaram e confirmaram dados, preservaram elementos, verificaram os danos causados ​​às aeronaves e às aeronaves, além de levantar outras informações de investigação. O órgão segue responsável pela apuração técnica.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro também abriu inquérito para apurar as conclusões da investigação e analisar se houve falha humana ou técnica. Segundo o delegado Alan Luxardo, titular da 42ª DP (Recreio), entre as possibilidades investigadas estão negligência ou imprudência.

Luxardo informou ainda que requisitou à Torre de Controle do Aeroporto de Jacarepaguá os planos de voo dos dois helicópteros. O objetivo é saber se as aeronaves utilizavam o mesmo corredor aéreo ou se algum dos pilotos invadia uma rota fora do planejamento inicial.