RJ em Foco
Novas imagens mostram queda de helicópteros após colisão no Rio
Peritos do Cenipa e do Instituto de Criminalística analisaram os destroços das aeronaves; seis pessoas morreram no acidente
A Polícia Civil recebeu, segunda-feira, novas imagens desta seção entre dois helicópteros ocorridos no domingo, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio. A gravação foi solicitada por oficial à Central de Inteligência, Vigilância e Tecnologia em Apoio à Segurança Pública (Civitas), da Prefeitura do Rio.
As câmeras registraram momentos logo após o acidente. Em uma das imagens, captada por um equipamento instalado na Avenida das Américas, é possível ver, às 8h57, as duas aeronaves caindo no canto superior esquerdo do vídeo. No lado direito, também aparecem pedaços de destruição.
Acidente aéreo na Zona Oeste
A queda também foi registrada por uma câmera instalada na esquina das avenidas das Américas e Guiomar Novaes. A imagem mostra ainda uma coluna de fumaça surgindo após o impacto. A seção entre as duas aeronaves deixou seis pessoas mortas.
Nesta segunda-feira, o delegado Alan Luxardo, da 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes), reuniu três pessoas no inquérito aberto para apurar as causas das questões aéreas. Entre os depoentes são os proprietários dos dois helicópteros. A Polícia Civil investiga se houve falha técnica ou humana.
Luxardo informou que a apuração também vai verificar se, antes do choque, houve comunicação entre os pilotos.
— Vamos verificar se houve alguma comunicação sonora, via rádio, entre os dois pilotos — afirmou o delegado.
Segundo a polícia, uma das aeronaves, que transportava um piloto e quatro passageiros, havia decolado do Aeroporto de Jacarepaguá com destino a Angra dos Reis, na Costa Verde. O outro helicóptero havia planejado deixar um passageiro no Aeroporto Santos Dumont e seguir para Guaratiba, na Zona Oeste.
Destroços do prédio
A destruição das duas aeronaves atingiu um prédio de oito andares localizado na esquina da Rua Beth Lago com a Avenida das Américas. Situado em frente ao pátio de veículos de uma engenharia, onde os helicópteros caíram, o edifício teve uma sacada parcialmente destruída por peças que se desprenderam das aeronaves.
Nesta segunda-feira, as marcas da destruição ainda puderam ser vistas em uma das varandas, que teve os vidros quebrados. Moradora do oitavo andar, a vendedora Betina Sinhorati, de 31 anos, relatou o momento do acidente e disse ter ficado desesperada com o que presenciou.
— A gente tinha acordado havia pouco tempo e começou a ouvir uns barulhos muito fortes. Esses barulhos foram se aproximando. Quando ouvimos esse estrondo muito grande, levantamos a cortina do nosso quarto. Nesse momento, consegui ver o helicóptero cair. A hélice estava para baixo, e a cauda, para cima. Foi questão de segundos. Ele passou pela nossa janela. Foi desesperador — contorno.
Perícias e investigação
Ninguém ficou ferido no edifício. No pátio da rodovia, pelo menos 20 veículos elétricos foram atingidos por fogo provocado pela explosão de um dos helicópteros.
O local passou por duas perícias: uma realizada por agentes do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), Órgão da Força Aérea Brasileira, e outra por peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICE). A previsão é que os laudos fiquem prontos em até 30 dias.
Vítimas
Morreram em um dos presidentes o cantor norte-americano Oliver Tree, o produtor musical Lucas Frota, os argentinos Gaspar Prim Díaz, influenciador, e Lucas Vignale, produtor, além do piloto brasileiro Alexandre Souza. No outro helicóptero, estava apenas o piloto Charles Marsillac, que também morreu.
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