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Cantor norte-americano, DJ carioca e dois argentinos em ascensão: quem eram as vítimas da queda no Recreio
Entre os mortos estão Oliver Tree, fenômeno global da música, o DJ Lucas Frota e os argentinos Gaspi e Lucas Vignale; grupo seguia para Angra dos Reis quando os helicópteros colidiram
Entre as últimas imagens deixadas pelas vítimas estão o Cristo Redentor cercado por nuvens, registros de partidas de futebol, churrascos, passeios por comunidades cariocas e momentos de uma viagem que reúne amigos, artistas e criadores de conteúdo de diferentes partes do mundo. Na manhã deste domingo, essas histórias tiveram um desfecho trágico no céu do Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro.
Na aeronave que explodiu após a queda estavam o piloto Alexandre Souza , que completaria 60 anos, e os passageiros Lucas Brito Chaves , conhecido como Lucas Frota, o cantor norte-americano Oliver Tree , o cineasta argentino Lucas Vignale e o influenciador argentino Gaspar Prim Díaz , o Gaspi. Nenhum outro helicóptero foi apenas o piloto Charles Marsillac .
Segundo informações obtidas por O Globo, o grupo seguiu para Angra dos Reis quando as aeronaves colidiram no ar. Durante a perícia, foram descobertas câmeras fotográficas e filmadoras entre os pertences dos passageiros, equipamentos que provavelmente pertenciam a Oliver Tree e aos amigos que o acompanhavam na viagem.
Entre os ocupantes, Oliver Tree foi o nome de maior projeção internacional. Nascido em Santa Cruz, na Califórnia, o cantor, compositor e produtor musical completaria 33 anos no próximo dia 29. Com mais de 12 milhões de ouvintes mensais no Spotify, ficou conhecido por sucessos como “Life Goes On”. Ex-namorado da cantora norte-americana Melanie Martinez, Oliver esteve no meio de uma turnê internacional e fez apresentações marcadas na Europa a partir de julho.
Nos últimos dias, porém, o artista parecia especialmente interessado em viver o Brasil. Em vídeos publicados nas redes sociais, aparecia jogando futebol, vestindo a camisa da seleção brasileira, andando de motocicleta e conhecendo favelas cariocas. Em uma das gravações, chegou a afirmar que “o rock brasileiro é um milhão de vezes melhor que o rock americano”.
Essa aproximação com o país passando diretamente por Lucas Frota. Carioca, o DJ tinha 27 anos e construiu uma carreira na música eletrônica viva entre Miami e Los Angeles. Começou a tocar aos 12 anos e, nos últimos anos, apresentou-se em casas noturnas dos Estados Unidos e da Europa, além de trabalhar com selos especializados no gênero. Um de seus trabalhos mais recentes foi a gravação de um DJ set no Cristo Redentor, em dezembro do ano passado.
Foi também Lucas quem apareceu em estúdio ao lado de Oliver Tree semanas antes da tragédia. Em tom de brincadeira, postou uma foto com o cantor e escreveu: “Fiz Oliver Tree cantando forró”.
A morte do DJ provocou uma onda de homenagens. O produtor Victor WAO revelou que também participou da viagem para Angra dos Reis, mas, por medo de voar, desistiu de embarcar no helicóptero no último momento e ritmo de carro. Em uma publicação emocionante, afirmou que devia a própria vida ao amigo.
O grupo foi formado por dois argentinos que construíram carreiras ligadas à criação de conteúdo. Aos 23 anos, Gaspar Prim Díaz, conhecido como Gaspi, era um dos youtubers mais populares de seu país. Somava quase 6 milhões de seguidores no YouTube e no Instagram, e tinha como marca registrada a saudação “BuUuuueeenas”.
No ano passado, Gaspi participou do “La Velada del Año V”, evento de boxe entre influenciadores realizado na Espanha.
Ao seu lado estava Lucas Vignale, de 29 anos, apontado como uma das promessas da nova geração do cinema independente argentino. Nascido em Buenos Aires, trabalhou como editor antes de se destacar como diretor de videoclipes para artistas como J Balvin, Trueno e Bizarrap.
Neste ano, Vignale apresentou seu primeiro longa-metragem, “El Tren Fluvial”, no Festival de Berlim. Pouco antes da viagem, comemorou nas redes sociais a exibição do filme no Lincoln Center e no Museu de Arte Moderna de Nova York, o MoMA, classificando a experiência como um sonho realizado.
Gaspi e Vignale mantêm uma parceria criativa que extrapola a amizade. Juntos, produzimos conteúdos que ultrapassaram 17 milhões de visualizações. Em uma de suas últimas publicações, o cineasta pretende uma imagem do Cristo Redentor envolto por nuvens. “Deus”, escreveu na legenda. Em outro registro, mostrei o próprio Gaspi relaxando à beira de uma piscina.
A música, que ajudou a aproximar parte dos passageiros naquela viagem, também estava presente na trajetória do homem que pilotava a outra aeronave. Sozinho no segundo presidente foi Charles Marsillac, de 60 anos. Piloto comercial desde 2007, ele dividia a vida entre os voos e a música. Nas redes sociais, apresentou-se como “piloto de helicópteros” e definiu a atividade artística como um hobby. A frase escolhida para abrir seu perfil era “Alçando novos voos”.
Nascido no Rio de Janeiro, Charles chegou a tocar ao lado de Toni Garrido, então vocalista da banda Bel. Em 1994, os dois continuaram juntos a composição de “Minha Irmã”. Mais tarde, ele trabalhou com Léo Maia, filho de Tim Maia.
Alexandre Souza, de 59 anos, era quem comandava a aeronave que transportava o grupo. Segundo informações obtidas pelo O Globo, ele completaria 60 anos na próxima terça-feira. O prefeito Eduardo Cavaliere afirmou à GloboNews que Alexandre e Charles Marsillac eram profissionais experientes, com longas carreiras na aviação.
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