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Estado do Rio teve outros três acidentes fatais com pequenas aeronaves desde dezembro

Com a ocorrência deste domingo, número de mortos nesses episódios chega a 12 nos últimos meses

Agência O Globo - 14/06/2026
Estado do Rio teve outros três acidentes fatais com pequenas aeronaves desde dezembro
Helicóptero cai e atinge carros em garagem no Recreio dos Bandeirantes - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O Estado do Rio registrou, desde dezembro, outros três acidentes com mortes envolvendo pequenas aeronaves, além da ocorrência deste domingo no Recreio dos Bandeirantes. Nas tragédias anteriores, seis pessoas morreram. Com o novo caso, o total de vítimas fatais chega a 12.

Em janeiro, um acidente ocorreu a cerca de 15 quilômetros, em linha reta, do local do choque entre dois helicópteros registrado nesta manhã. Em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio, uma aeronave caiu em uma área de mata durante um voo de reconhecimento do modelo Robinson R44. Morreram Sérgio Nunes Miranda, major da Força Aérea Brasileira (FAB); Lucas Silva Souza, capitão do Corpo de Bombeiros e piloto da aeronave; e Diego Dantas Lima Morais.

Os três eram pilotos experientes. No momento do acidente, Dantas dava instruções aos outros dois sobre o helicóptero Robinson R-44 II. À época, a Força Aérea Brasileira, por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), informou que a aeronave, fabricada em 2010, estava com o Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) válido até janeiro do ano seguinte.

Investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa III) estiveram no local, de difícil acesso, para iniciar a apuração. Em nota, o Corpo de Bombeiros informou que a aeronave caiu em uma área de mata fechada, na altura da Avenida Levy Neves.

Nas redes sociais, Diego Dantas costumava publicar imagens de seus voos. Ele trabalharia para uma empresa que realiza passeios turísticos. Em uma postagem recente, escreveu: “Voar é técnica. Mas também é sensibilidade. Por trás de cada operação, existe preparo, responsabilidade e paixão pelo que se faz”.

Pai e filho morreram em Rio Claro

Em 2 de janeiro, em Cabo Frio, na Região dos Lagos, um táxi aéreo com oito passageiros fez um pouso de emergência no mar e precisou de apoio da Marinha para o resgate. Ninguém ficou ferido.

Já em 29 de março, pai e filho morreram na queda de um avião de pequeno porte na região de Passa Três, às margens da Estrada de São João Marcos, em Rio Claro, no Sul Fluminense.

Quedas no mar

Em 27 de dezembro, um monomotor usado para propaganda caiu no mar de Copacabana, na Zona Sul do Rio. As buscas duraram cerca de duas horas e meia até a localização do corpo do piloto, Luiz Ricardo Leite de Amorim.

Em abril deste ano, outro helicóptero caiu no mar da Barra da Tijuca, na Zona Oeste. O piloto e dois turistas estrangeiros conseguiram escapar ilesos. A queda ocorreu na altura do número 3.100 da Avenida Lúcio Costa, entre os postos 3 e 4. O piloto Adonis Lopes, que é policial civil, precisou fazer um pouso forçado próximo à faixa de areia.

O helicóptero, também do modelo Robinson R44, fazia um voo panorâmico e pousou junto à arrebentação. Na descida, afundou cerca de dois metros e ficou bastante danificado. O piloto e um casal de canadenses conseguiram sair da aeronave e receberam ajuda de surfistas para chegar à areia. Guarda-vidas que estavam na região realizaram o primeiro atendimento. Todos foram liberados.