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Prefeitura do Rio vai ampliar Parque Realengo e quase dobrar área do espaço
Com investimento de R$ 83,3 milhões, projeto prevê parque aquático, espaço cultural assinado por Francis Kéré, polo gastronômico e ligação cicloviária
A Prefeitura do Rio inicia neste sábado as obras de expansão do Parque Realengo Susana Naspolini, na Zona Oeste. Com investimento de R$ 83,3 milhões, o projeto vai praticamente dobrar a área do equipamento, que passará a ter cerca de 150 mil metros quadrados.
A intervenção prevê a criação de novos espaços de lazer, cultura, esporte e convivência, além de melhorias em mobilidade urbana e sustentabilidade. A conclusão das obras está prevista para o segundo semestre de 2028.
A ampliação foi viabilizada após a compra, pela prefeitura, de dois terrenos vizinhos ao parque que pertenciam ao Exército Brasileiro. A aquisição custou cerca de R$ 50 milhões. Com a incorporação das áreas, o parque passará a ocupar todo o quarteirão delimitado pelas ruas Professor Carlos Wenceslau, General Raposo, Pedro Gomes e General Sezefredo.
Segundo o município, o projeto foi desenvolvido para preservar a identidade arquitetônica, ambiental e paisagística do parque. As novas áreas serão integradas aos espaços já existentes, com ampliação das áreas verdes, preservação das árvores e criação de ambientes voltados ao contato com a natureza, ao esporte e ao lazer.
Ao todo, serão incorporados cerca de 68,6 mil metros quadrados de novas áreas urbanizadas e 4,5 mil metros quadrados de edificações e equipamentos de apoio. A proposta é fortalecer o papel do parque como espaço de convivência, bem-estar e integração para moradores da Zona Oeste.
Entre as novidades estão áreas de convivência com espaços sombreados, distribuídas por 495 metros quadrados, além de redários, áreas para piquenique e lagos de contemplação com ilhas e passarelas. O projeto também prevê a preservação das ruínas existentes no terreno, que serão incorporadas ao ambiente como elementos de memória e identidade visual.
O público infantil ganhará uma área temática inspirada na memória e na cultura do subúrbio carioca. O novo parquinho contará com brinquedos que remetem ao imaginário popular e espaços destinados a brincadeiras tradicionais, como bola de gude, pião, amarelinha, taco e queimada.
Outro destaque será a criação de um parque aquático, equipado com nebulizadores, arcos d’água, brinquedos interativos e pequenos toboáguas abastecidos com água tratada.
Cultura e gastronomia
A expansão também prevê o fortalecimento da vocação cultural do parque. Será criada uma ampla área para eventos, preparada para receber shows, apresentações artísticas, festivais, feiras e exposições. O espaço contará com palco coberto de aproximadamente 1,6 mil metros quadrados e infraestrutura de apoio para diferentes tipos de programação.
O novo complexo abrigará ainda o Espaço Kéré, equipamento cultural projetado pelo arquiteto Francis Kéré. O local será destinado à realização de exposições, oficinas, encontros e outras atividades culturais.
Na área gastronômica, serão construídas dez instalações destinadas a bares e lanchonetes, além de espaços para food trucks e infraestrutura de apoio ao comércio e à alimentação. O polo ocupará cerca de 775 metros quadrados.
Também serão implantadas seis novas churrasqueiras. Atualmente, o serviço é um dos mais procurados pelos frequentadores do parque e registra alta demanda para agendamento.
Terminal rodoviário e ciclovia
A mobilidade urbana é outro eixo da expansão. O projeto inclui a construção de um terminal rodoviário integrado ao parque, com 525 metros quadrados, áreas de embarque e desembarque e espaços comerciais de apoio.
Também será criada uma ligação cicloviária de aproximadamente 1,7 quilômetro, conectando o parque à estação ferroviária de Realengo e à malha cicloviária da região. Além disso, serão implantadas novas vias para pedestres e atividades físicas ao longo de mil metros, ampliando a acessibilidade do espaço.
Sustentabilidade
A proposta prevê sistemas de captação, tratamento e reuso da água proveniente de um reservatório que será implantado no local. A água será utilizada na irrigação das áreas verdes, no abastecimento dos lagos e nos brinquedos aquáticos.
De acordo com a prefeitura, a preservação das árvores existentes e a criação de novos lagos contribuirão para a regulação térmica do parque, proporcionando maior conforto aos visitantes. O projeto inclui ainda canais de irrigação e absorção para reforçar a gestão dos recursos hídricos.
Para garantir o funcionamento da nova estrutura, a expansão prevê a construção de seis novos sanitários, além de edificações de apoio e espaços destinados à conservação e manutenção do parque.
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