RJ em Foco
Mãe lamenta morte de menino de 9 anos em acidente no Alemão
Theo Fernandes morreu após colisão entre bicicleta elétrica e ônibus na Estrada do Itararé; nas redes sociais, mãe relembrou momentos com o filho
"Meu filhotinho, me perdoa, mas não consigo descrever o amor que sinto e sempre sentirei por você." A mensagem publicada por Mônica Fernandes, mãe de Theo Fernandes, nas redes sociais nesta sexta-feira, resume a dor da família após a morte do menino de 9 anos em um acidente entre uma bicicleta elétrica e um ônibus no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro.
Na despedida, Mônica também lembrou que, em menos de uma semana, celebraria mais um aniversário do filho. "Meu anjinho, obrigado por ter me ensinado o que é o amor verdadeiro durante os 9 anos mais lindos da minha vida, quero dizer 10, pois daqui a 6 dias seria seu aniversário", escreveu.
Theo morreu na tarde de quinta-feira após uma colisão entre a bicicleta elétrica em que estava e um ônibus da linha 485, que faz o trajeto Duque de Caxias x Pilares, na Estrada do Itararé. Segundo relatos de testemunhas, o menino estava acompanhado do avô e seguia pela via no sentido Inhaúma quando ocorreu o acidente.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a criança foi socorrida e levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Alemão, mas não resistiu aos ferimentos. A coordenação da unidade informou que Theo já chegou ao local sem vida.
Na publicação feita após a morte do filho, a mãe afirmou que a lembrança do menino permanecerá presente em sua rotina.
"Meus dias têm a sua companhia em cada lembrança, no seu sorriso e no brilho das estrelas. Você sempre será o meu menino. Te amo para sempre", escreveu Mônica.
As homenagens contrastam com as imagens felizes que a mãe costumava compartilhar nas redes sociais. Em uma publicação anterior, ela reuniu duas fotografias: uma de 2016, quando segurava Theo ainda bebê, aos 5 meses, e outra mais recente, já com o filho aos 9 anos.
"Obrigada, Senhor, por me dar um filho abençoado. Cada dia com ele é um presente que me enche de amor e me lembra do Teu amor generoso", escreveu na ocasião.
Em outra postagem, Mônica comemorou o envolvimento do menino com a igreja. "Meu filho, é tão lindo ver seu coração cheio de alegria e amor por estar na igreja. Que essa chama da fé nunca se apague e que você continue crescendo em sabedoria e graça", publicou.
Segundo apuração do G1, moradores da região relataram que Theo havia acabado de participar de uma atividade esportiva na Vila Olímpica Carlos Castilho, localizada a cerca de 100 metros do local do acidente. O menino era aluno das atividades oferecidas pelo espaço.
Testemunhas afirmaram ainda que a bicicleta elétrica seguia no mesmo fluxo dos ônibus e não trafegava na contramão no momento da colisão. O avô da criança não ficou ferido.
A Polícia Militar informou que agentes da UPP Alemão realizavam patrulhamento de rotina pela Avenida Itararé quando encontraram o acidente. Já a Polícia Civil informou que o caso foi registrado na 22ª DP, na Penha.
O motorista do ônibus foi submetido a exame de alcoolemia, que apresentou resultado negativo para ingestão de álcool.
Segundo a corporação, os envolvidos estão sendo ouvidos e uma perícia foi solicitada para o local. Os investigadores destacaram, porém, que a cena do acidente foi alterada por populares antes da chegada das equipes responsáveis pela perícia. A ocorrência segue em andamento.
Nas redes sociais, a Vila Olímpica Carlos Castilho lamentou a morte do aluno e anunciou a suspensão de todas as atividades previstas para esta semana.
O caso também reacendeu discussões sobre segurança viária. Em publicação nas redes sociais, Raphael Pazos, integrante da Comissão de Segurança no Ciclismo do Rio de Janeiro (CSC-RJ), afirmou que episódios como esse reforçam a necessidade de medidas para reduzir a violência no trânsito.
"Há décadas defendemos medidas concretas para reduzir a violência viária, entre elas a diminuição das velocidades máximas permitidas nas vias urbanas e a aplicação do princípio de que o veículo maior tem a responsabilidade de proteger o menor e mais vulnerável", escreveu Pazos.
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